Diretores da CIA e do Mossad deixam o Catar após negociações de trégua em Gaza

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


faixa de gaza

O chefe da inteligência dos EUA, Bill Burns, e o diretor do Mossad israelense, David Barnea, deixaram o Catar na noite de sábado, 23, após uma série de negociações com o objetivo de alcançar uma trégua na Faixa de Gaza. Os diretores da CIA e da Mossad “deixaram Doha para informar as respectivas equipes nos seus países sobre a última rodada” de negociações, disse neste domingo a fonte, envolvida nas negociações, que falou sob condição de anonimato. As negociações concentraram-se “nos detalhes e em qual será a proporção da troca de reféns por prisioneiros”, acrescentou. Na sexta-feira, a delegação de Israel foi ao Catar para dar continuidade, pelo quinto dia, as negociações sobre uma trégua na Faixa de Gaza e o retorno de 134 prisioneiros do grupo islâmico Hamas, informou o primeiro-ministro israelense, Benjamina Netanyahu.

cta_logo_jp

A guerra entre Israel e Hamas se encaminha para o sétimo mês e já deixou mais de 30 mil mortos no enclave palestino. Nesta segunda, o Conselho de Segurança da ONU deve se reunir para discutir uma nova resolução, vista que a apresentada pelos Estados Unidos na última sexta, foi vetada por China e Rússia, membros permanentes. Essa foi a primeira vez que os norte-americanos pediram um cessar-fogo imediato desde o começo da guerra. A nova resolução, apresentada por sete membros não permanentes do Conselho: Argélia, Guiana, Malta, Moçambique, Serra Leoa, Eslovênia e Suíça, embora a intenção inicial fosse que todos os dez membros não permanentes a patrocinassem para dar uma ideia da demanda global.

O texto “pede um cessar-fogo imediato para o mês do Ramadã” que “leve a um cessar-fogo permanente e sustentado”. Paralelamente, pede a libertação imediata e incondicional de todos os reféns mantidos pelo Hamas e enfatiza a necessidade de “expandir o fluxo de ajuda humanitária”, para responder à “grave preocupação com a situação humanitária catastrófica em Gaza”. No sábado, 23, o Hamas informou que um dos reféns morreu por falta de alimentos e medicamentos e que outros três estão doentes e precisam de tratamento. Dos 253 sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro, 130 permaneceram na Faixa de Gaza, 30 deles mortos – mais de 70 confirmados segundo o Hamas -, enquanto quatro são reféns há anos, dois deles mortos. Desde o início da guerra, Israel e o Hamas chegaram a um acordo de trégua de uma semana, no final de novembro, que resultou na libertação de 105 reféns em troca de 240 prisioneiros palestinos.

*Com agências internacionais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

França anuncia modernização de arsenal e aumento de ogivas nucleares

Meta descrição: França anuncia a modernização do arsenal nuclear e um aumento no número de ogivas, com participação de oito países europeus, para...

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios

A Guarda Revolucionária do Irã declarou que o Estreito de Ormuz, a principal passagem marítima do petróleo no Oriente Médio, está fechado e...

Trump diz que ‘grande onda’ de ataques ‘está chegando em breve’ no Irã

Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos desde janeiro de 2025, afirmou nesta segunda-feira que uma "grande onda" de ataques ainda está por...