DP-BA e Unicef vão verificar indicadores de atuação antirracista em escola particular de Salvador

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

A Defensoria Pública da Bahia (DP-BA) e a Unicef vão selecionar uma instituição de ensino da rede privada de Salvador para implementar, de forma pioneira, a avaliação de práticas antirracistas. A proposta foi anunciada na última terça-feira (26), durante a roda de conversa que debateu estratégias e reforçou a necessidade de adequação às leis sobre o ensino da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas. A escola particular ainda será escolhida.

 

A ideia das instituições é fomentar a implementação de ações contínuas para educação antirracista em toda a rede privada de ensino. O mecanismo que será utilizado para avaliação da escola selecionada foi desenvolvido pela Unicef e recebe o nome de Indicadores de Qualidade na Educação – Relações Raciais na Escola (Indique). As instituições interessadas devem enviar email para [email protected].

 

O Indique permite à comunidade escolar avaliar suas práticas, ao tempo em que descobre novos caminhos para construção de uma educação com a marca da igualdade racial, descreve a Unicef. Nesse sentido, a DP-BA desenvolve a ação cidadã “Infância Sem Racismo” e, recentemente, cobrou da rede privada a elaboração de plano pedagógico para educação antirracista.

 

“A Defensoria quer estimular que as escolas assumam a responsabilidade com a pauta racial. Isso impacta na redução de práticas racistas no ambiente escolar, o que é um ganho para os alunos, para a escola e para a sociedade em geral”, explica a defensora pública Laíssa Rocha.

 

Ela lembra ainda que crianças e adolescentes são considerados grupos vulneráveis e, por isso, cabe à Defensoria Pública a defesa desse segmento independente da classe econômica. “A Defensoria atua para reparação do dano moral sofrido por uma vítima de racismo, mas também estamos empenhadas em fazer com que esse dano não ocorra”, reforça a defensora pública.

 

Na roda de conversa promovida pela DP-BA, cerca de 100 representantes de escolas privadas de Salvador compareceram de forma presencial ou virtual para debater formas de aplicação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Rota triplica mortes em 3 anos e impede queda da letalidade policial em SP

Resumo: Dados do Gaesp, órgão do Ministério Público de São Paulo, revelam um aumento expressivo da letalidade policial associada à atuação da Rota,...

Mulher abre ação para recuperar meteorito de 97 kg achado pelo pai no interior baiano

Resumo: Em Palmas de Monte Alto, município baiano, uma mulher moveu uma ação de busca e apreensão de um meteorito encontrado pelo pai...

Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro registram empate técnico no 2° turno, ambos com alta rejeição

Resumo para publicação: a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado aponta empate técnico no 2º turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula...