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Visando reestruturação, Vitória da Conquista aposta em venda de camisas para a disputa da Série B do Baianão

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O Vitória da Conquista publicou nesta sexta-feira (15), em suas redes sociais, uma postagem de agradecimento pela venda de 350 novos uniformes do clube aos torcedores. A compra das camisas possibilitou a realização da inscrição da equipe baiana para a disputa do Campeonato Baiano Série B – 2024. 

 

 

 

 

 

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Apesar do número alcançado, o Bodão não pretende parar por aí. As vendas das futuras camisas terão como objetivo cobrir as despesas das equipes sub-20 e da principal, que disputará em junho o acesso para a primeira divisão. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente Ederlane Amorim falou sobre o objetivo da ação promovida pelo clube e sobre a próxima meta de vendas, que irão auxiliar diretamente na reestruturação da equipe. 

 

“Essa ação não foi só exclusivamente para a gente inscrever o time, mas para a inscrição e alimentação das reais possibilidades de disputar a primeira divisão novamente. A inscrição custou oito mil e a gente não precisaria fazer uma campanha tão grande assim só para essa finalidade, claro que o objetivo também  foi esse, né?. A inscrição do time talvez seja a nossa principal receita, porque aqui nós não temos apoio municipal, é muito difícil e quando tem é muito pequeno. Por ser um ano político e de eleição não é permitido por lei nenhuma propaganda da prefeitura, então eles já sinalizaram que não vai ser possível esse apoio. A gente ficou descoberto e não temos como fazer uma campanha só de torcedor para um time sazonal de três meses, que disputa cinco jogos em casa, seis e depois não joga mais”, contou Ederlane.

 

“A alternativa que nós encontramos foi além da busca de patrocínios para as camisas, mas sim da própria venda antecipada das camisas. Para a gente foi em menos de um mês que nós conseguimos vender, segundo o relatório de hoje, 350 camisas. Foi  assustadora a aceitação da sociedade e da torcida, não são valores altos que nos conduzem a fazer um grande elenco, mas essas despesas iniciais de inscrição, de historinha de estádio, enfim, coisas mais corriqueiras que você consegue eliminar. O segundo passo agora é conseguir recursos para fazer a parte de estrutura da competição e do elenco em si, do departamento de futebol, com contratações de jogadores, de comissão, essas coisas, porque hoje a receita do clube é zero, nós não temos de onde tirar. Então, temos que partir para essa situação. A expectativa do clube é vender mil camisas até o início da competição para a gente ter um fôlegozinho para poder formar um elenco que possa pelo menos tentar competir para o acesso”, pontuou

 

Foto: Ederlane Amorim / Acervo Pessoal

 

O presidente do Bodão Alviverde falou sobre a expectativa de ter um elenco competitivo para brigar pelo acesso à Série A do Baianão. O clube não possui nenhum atleta inscrito no elenco e contará com alguns  jogadores da comissão de base para compor o futuro elenco em caso de sucesso com as vendas das camisas.

 

“Nós não temos hoje elenco nenhum, a segunda divisão não começou ainda, só vai começar em junho,  existe hoje uma procura, um mapeamento de atletas, cada um tem seus bancos de ideias, tem as possibilidades. Então, a gente está hoje mais com conjecturas do que om o elenco formado. O elenco que nós temos hoje é o Sub-20, que estreia agora neste domingo no Baiano. A expectativa é de aproveitar também alguns jogadores dessa competição. Os Sub-20 são aqueles que a gente possa entender que tem condições de estar no elenco profissional, que se destacarem agora na competição. Sobre a  questão da contratação, nós não temos nem elenco e nem comissão técnica definida, vários nomes, vários contatos, porém, não temos ninguém exatamente. Nós não temos ainda o valor efetivo de quanto teremos para investir, se eu vou ter R$ 50 mil, se eu vou ter R$ 100 mil, se eu vou ter R$ 500 mil. nós não temos essa margem, então eu não tenho nem como oferecer R$ 4 mil aqui, eu não tenho como, R$ 5 mil, R$ 1 mil, eu não tenho, hoje eu não tenho essa condição”.

 

“Eu tenho que esperar essa resolução, pelo menos até o mês de abril, para a gente definir a que tipo de elenco a gente vai fazer, se é um elenco A, se é um elenco B, se é um elenco Z, com o que a gente tiver nas mãos, já que a gente pensa em se apresentar em maio, para treinar a pré-temporada  e iniciar a competição em junho. Basicamente, será  esse o nosso cronograma”, finalizou

 

O presidente do Bode também falou sobre planejamentos  para o futuro do clube, Ederlan Amorim revelou que o modelo SAF, adotado por algumas equipes baianas como o Fluminense de Feira, seria a “salvação” da equipe, que aguarda propostas para a reformulação total do seu futebol.

 

“Seria para a gente a nossa salvação. O nosso time já vem atolado na área desde a pandemia. Nós sempre sobrevivemos do que a no que conseguimos dos resultados do campo. Não temos nenhuma estrutura financeira por trás que nos ajude a manter o futebol, e nós sabemos que é muito caro. Cito como exemplo o Bahia de Feira, que não aguentou e que parece que estão se retirando. Apesar da estrutura deles ser anos luz na frente de todos aqui do interior”, ressaltou

 

“Guardadas as proporções da nossa situação aqui, tudo é muito difícil por isso. É questão de não ter surgido ainda uma proposta mais concreta, muita especulação, mas uma proposta concreta, real mesmo, nós não tivemos ainda. Assim que nós tivermos, eu não tenho dúvida que nós aceitaremos. Claro, se for uma coisa que a gente entenda que vai ser boa para o clube, mas tendo essa possibilidade, não teria nenhuma dúvida de aceitar. Para a gente, seria a salvação, porque desde 2020, ano após ano, a gente está tendo essas dificuldades, até para uma simples disputa de competição”, revelou o presidente.

 

O início da Série B do Baianão ainda não tem data e regulamento divulgados pela Federação Bahiana de Futebol (FBF). O Vitória da Conquista, agora inscrito na competição, corre atrás das vendas dos uniformes para montar um plantel e uma comissão de base para brigar pelo acesso da divisão onde outrora foi figurinha carimbada no futebol baiano.

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