Motorista de Porsche recuperou CNH suspensa 12 dias antes de acidente

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São Paulo – Registros no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) mostram que o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, que se envolveu em um acidente com morte ao conduzir seu Porsche no final de semana, já teve a habilitação suspensa por estourar pontos em infrações, entre elas excesso de velocidade.

Fernando Filho foi indiciado pelo homicídio do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, 52, que morreu após a traseira de seu veículo ser atingida, em altíssima velocidade, pelo Porsche guiado pelo empresário. O carro de luxo está avaliado em mais de R$ 1 milhão.

A colisão ocorreu na madrugada de domingo (31/3), na Avenida Salim Farah Maluf, no Tatuapé, zona leste de São Paulo, quando o empresário retornava de uma casa de pôquer, e foi registrada em vídeo (assista abaixo).

Como revelado pelo produtor Robinson Cerantula e pelo repórter Fábio Diamante, do SBT, e confirmado pelo Metrópoles, Fernando havia recuperado o direito de dirigir 12 dias antes do acidente.

Como mostrado pelo Metrópoles, Fernando admitiu, em depoimento à Polícia Civil, que dirigia o carro de luxo “um pouco” acima do limite de velocidade da via, que é de 50 km/h.

Prontuários do Detran, obtidos pelo Metrópoles, mostram que a suspensão do direito de dirigir do empresário ocorreu em 5 de outubro de 2023. Entre as multas que estouraram seus pontos na carteira está uma por excesso de velocidade, de 31 de dezembro de 2020, em Cascavel (PR). A infração é punida com sete pontos.

Durante nove dias, em novembro de 2023, Fernando Filho realizou um curso de reciclagem de condutores e, além disso, ficou com o direito de guiar carros e motos suspenso por cinco meses. Ele conseguiu uma nova CNH em 19 de março deste ano.

Sem ir ao hospital Como mostrado pelo Metrópoles, a mãe de Fernando, Daniela Cristina de Medeiros Andrade, de 45 anos, foi até o local do acidente e disse aos policiais militares que atenderam a ocorrência que ia levar o filho para o Hospital São Luiz no Ibirapuera.

Os PMs liberaram os dois e depois foram à unidade de saúde com o intuito de realizar o exame de bafômetro no empresário. No local, foram informados que ele não havia dado entrada em nenhum hospital da rede.

 

A  conduta dos PMs que liberaram a saída de Fernando Silva será investigada pela corporação.

Em seu depoimento, o empresário admitiu que, de fato, não foi para nenhum hospital. Ele disse que sua mãe o levou para casa, onde repousou. Depois, ela teria dito que tinha recebido ameaças pelo celular, sem especificar de quem, e que achou melhor não buscar atendimento médico para o filho.

A Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediram a prisão temporária do empresário, mas a Justiça negou. O delegado Nelson Vinicius Alves, assistente do 30° Distrito Policial (Tatuapé), afirmou que Fernando não demonstrou arrependimento durante seu depoimento. “Ele usou o carro como arma”, disse.

“Perda não será reparada” Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Fernando afirmou que está entrando em contato com a família de Ornaldo para prestar solidariedade e a assistência necessária.

“Obviamente, a perda não será reparada, mas minimamente prestaremos amparo necessário neste momento de tal fatalidade”. Segundo a defesa, o empresário nega que tenha ingerido bebidas alcoólicas antes de assumir o volante do Porsche.

 

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