Chefe do PCC que comprou 7 igrejas evangélicas é jurado de morte por Marcola

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Um desdobramento na tensão interna da maior facção criminosa do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), revela a condenação à morte de um de seus líderes mais influentes, Valdeci Alves dos Santos, conhecido como “Colorido”, por ordem de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo da organização. A ordem de execução surge em meio a um racha histórico na cúpula do grupo, segundo informações divulgadas pelo promotor Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Colorido, que já foi considerado o número dois do PCC nas ruas, é acusado por Marcola de desviar recursos da facção, uma alegação que levou à sua sentença de morte dentro da complexa hierarquia do grupo. A trajetória criminosa de Colorido inclui a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas através da aquisição de pelo menos sete igrejas evangélicas em São Paulo e no Rio Grande do Norte, seu estado natal. Esta estratégia não apenas camuflou as operações financeiras ilícitas, mas também evidencia o uso de instituições religiosas como fachadas para atividades criminosas.

Diante da iminente ameaça de morte, Colorido foi transferido, a seu pedido, para a ala de segurança da Penitenciária Federal de Brasília, um setor destinado aos detentos sob risco de execução. Esta penitenciária abriga os líderes mais perigosos do PCC, tornando-a um centro de poder e conflito dentro da facção.

O promotor Gakiya, que investiga o PCC há duas décadas e já foi alvo de um plano de sequestro e assassinato pela facção, capturado pela Polícia Federal no ano passado, sugere que Colorido se unirá a um crescente grupo de lideranças dissidentes. Entre eles estão Roberto Soriano, o Tiriça; Abel Pacheco de Andrade, o Abel Vida Loka; e Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, todos desligados recentemente de Marcola, intensificando as tensões internas e a fragmentação do PCC.

A operação que recapturou Colorido, resultando em uma prisão preventiva, foi motivada por acusações de lavagem de dinheiro, com ele e seus familiares suspeitos de movimentar R$ 23 milhões oriundos do tráfico por meio de igrejas evangélicas, fazendas e cabeças de gado.

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