Em Ilhéus, prefeito, vice, governador e oposição têm candidatos próprios; corrida eleitoral pode reunir aliados

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As eleições deste ano em Ilhéus, no Sul baiano, vão avaliar mais uma vez quem é capaz de lançar a cidade para frente. Com uma década para completar 500 anos, o município tenta recuperar o apogeu do passado, quando o cacau davas as cartas, mas convive com queixas diversas. Os problemas vão de infraestrutura, mobilidade urbana, saúde sobrecarregada, entre outros.

 

No desejo de mais uma chance, o grupo do prefeito Mário Alexandre (PSD), que já está no segundo mandado seguido, indicou o secretário de administração, Bento Lima, considerado o mais prestigiado no primeiro escalão. Aliado de Mário Alexandre, o governo do estado também decidiu ter uma candidatura própria e anunciou a ex-secretária de Educação do estado, Adélia Pinheiro, recentemente filiada ao PT e filha da cidade.

 

Rompido com Mário Alexandre, o vice-prefeito Bebeto Galvão (PSB) também declarou a pré-candidatura ao Executivo da cidade. Bebeto se diz desapontado com o prefeito. Os dois se aliaram em 2020 e fala-se que com a promessa que o atual vice sairia candidato à sucessão ao prefeito.

 

Na oposição há vários nomes. Um deles é o de Jabes Ribeiro, que já foi prefeito de Ilhéus por quatro vezes, a primeira nos anos 1980. Outro nome é do empresário Valderico Júnior (União Brasil), que ficou em segundo lugar nas eleições em 2020.

 

Outro postulante é o vereador Carlos Augusto Cardoso da Silva, o Augustão, que saiu do PT e ingressou no PDT no limite da janela partidária deste ano. Quem também é pré-candidato é o ex-presidente da Câmara de Ilhéus, Jerbson Moraes (Solidariedade). Vereador mais votado em 2020, Moraes foi mais um a sair da base do prefeito e ir para oposição.

 

No baralho de cartas da política ilheense espera-se que tanto a base do governo do estado na cidade assim como a oposição – que mantém proximidade com o ex-prefeito de Salvador ACM Neto – se aglutinem em torno de duas candidaturas. Bento Lima e Adélia Pinheiro de um lado. Valderico, Jabes e Augustão, do outro. No entanto, o arranjo pode ser difícil e cada um vai tomar um rumo próprio.

 

Interlocutores ouvidos pelo Bahia Notícias apontam que a degradação da infraestrutura da cidade deve ser o mote do debate eleitoral. Problemas na zona norte, com o avanço do mar; risco de desabamento de encostas, devido às chuvas recorrentes; além das condições das estradas da zona rural do município, geralmente precárias, serão discutidas.

 

Outras questões são o transporte público, o turismo, carente de investimentos e potencialização do polo tecnológico, considerado pouco valorizado no município.  

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