Premiê espanhol cancela agenda pública e cogita renunciar ao cargo após denúncias contra a esposa

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pedro sanchez e o atual presidente do governo da espanha

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, analisa renunciar ao cargo após a denúncia contra sua esposa, Begoña Gómez, por suposta corrupção, e prometeu comunicar sua decisão no próximo dia 29 de abril. O premiê cancelou sua agenda público por alguns dias para poder tomar a sua decisão. Sanchez foi reeleito primeiro-ministro no ano passado após o líder dos conservadores espanhóis, Alberto Núñez Fejióo,  vencer as eleições, mas não conseguir formar maioria no governo. Sánchez divulgou hoje uma carta aos cidadãos na rede social X depois de um tribunal de Madri ter aberto uma investigação contra Gómez pela suposta prática de crimes de tráfico de influência e corrupção empresarial, na sequência de uma denúncia do sindicato de extrema-direita Mãos Limpas.

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Em sua carta, o chefe do governo espanhol lamenta o ataque “sem precedentes” contra a sua esposa e questiona se vale a pena continuar a suportar esta situação. Uma pergunta à qual ele responde em seguida, garantindo que não sabe e, por isso, ressalta que precisa “parar e refletir” com a esposa. “Preciso urgentemente responder à questão de saber se vale a pena, apesar da lama em que a direita e a extrema-direita tentam transformar a política. Se devo continuar à frente do governo ou abrir mão desta grande honra”, acrescenta Sánchez.

A denúncia contra a mulher do presidente do governo da Espanha, baseada em reportagens da imprensa, afirma que, aproveitando-se da sua condição, Gómez teria recomendado ou endossado com a sua assinatura empresários que concorrem a licitações públicas. Um dos empresários vencedores de uma licitação no valor de 10 milhões de euros organizou posteriormente um mestrado dirigido por Begoña Gómez no Africa Center, do centro de estudos Instituto de Empresa. Segundo a Mãos Limpas, a companhia aérea espanhola Air Europa “aceitou pagar 40 mil euros por ano ao Africa Center” e “o acordo entre a Globalia (dona da companhia aérea) e o Instituto de Empresa previa a entrega de 15 mil euros por ano em voos de primeira classe para a acusada e sua equipe”.

*Com informações da EFE

 

 

 

 

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