Ex-presidente sul-africano, Jacob Zuma, é declarado inelegível e afastado das eleições

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


752456569 jacob zuma efe

A Corte Constitucional da África do Sul, o principal órgão judicial do país, declarou nesta segunda-feira (20) o ex-presidente Jacob Zuma inelegível devido a uma condenação à prisão de 2021 e o excluiu das eleições legislativas que acontecerão dentro de nove dias. Zuma, 82 anos, foi condenado pelo mesmo tribunal a 15 meses de prisão por desacato depois que se negou, reiteradamente, a comparecer a uma comissão de inquérito sobre a corrupção estatal durante seus nove anos na presidência (2009-2018). “O senhor Zuma foi declarado culpado por uma infração e condenado a uma pena de prisão de mais de 12 meses”, afirmou a juíza Leona Theron ao ler a decisão. “Portanto, não pode ser membro da Assembleia Nacional nem disputar as eleições”, acrescentou. O ex-presidente pode recorrer contra a decisão no mesmo tribunal.

Durante as 10 horas de debates no início de maio, o advogado de Zuma, Dali Mpofu, tentou argumentar que o ex-presidente não poderia ser considerado inelegível porque a sua pena de prisão foi reduzida. Detido em julho de 2021, o político passou pouco mais de dois meses na prisão: primeiro ele obteve a liberdade condicional por motivos de saúde e depois uma redução da pena. A Corte Constitucional, no entanto, determinou que apenas a duração da pena imposta é relevante, não o período de pena cumprido. A saga judicial a respeito da participação de Zuma nas eleições monopolizou o debate às vésperas do pleito, que promete ser o mais disputado nos últimos 30 anos na África do Sul.

cta_logo_jp

Mais de 27,5 milhões de sul-africanos estão registrados para comparecer às urnas em 29 de maio e escolher seus deputados, que por sua vez definirão o próximo presidente. O Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder desde o fim do apartheid, arrisca perder pela primeira vez a maioria absoluta no Parlamento e ser obrigado a formar um governo de coalizão. Jacob Zuma era candidato a uma cadeira no Parlamento e estava nas cédulas de votação já impressas como o líder de um novo partido de oposição, o ‘Umkhonto We Sizwe’ (MK, a “Lança da Nação” em zulu).

*Com informações da AFP

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Familiares de presos políticos iniciam greve de fome na Venezuela

Famíliares de presos políticos na Venezuela iniciaram neste sábado uma greve de fome em Caracas para pressionar por mais libertações, após o adiamento...

Porta-voz da Rússia nega alegações de envenenamento de Navalny, opositor de Putin

Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, representantes dos ministérios das Relações Exteriores do Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda divulgaram uma...

UE é a verdadeira ameaça à Hungria antes das eleições em abril, diz Orbán

Título: UE é a verdadeira ameaça à Hungria, afirma Orbán em discurso de campanha O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, afirmou que a verdadeira ameaça...