Dono do Porsche diz que não bebeu e não tinha noção da velocidade

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São Paulo — O empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, acusado de dirigir embriagado, bater um Porsche na traseira de outro veículo e matar um motorista de aplicativo no dia 31 de março, na zona leste de São Paulo, afirmou neste domingo (5/5) que não ingeriu bebida alcoólica e não teve a sensação de que estava em alta velocidade. A Justiça determinou a prisão preventiva de Fernando Filho na sexta-feira (3/5) e, desde então, ele é procurado pela Polícia Civil.

A entrevista ao Fantástico, da TV Globo, foi concedida na própria sexta, sete horas antes de ser determinada a prisão. Fernando Filho diz que só bebeu água durante toda a noite. “Não consumi [bebida alcoólica]. Não bebi no primeiro ambiente, não bebi também na casa de pôquer”, afirmou. Orientado pela defesa, o empresário não comentou depoimento de outras testemunhas que dizem que ele bebeu.

Investigações apontaram que o carro do empresário estava a 156 km/h na Avenida Salim Farah Maluf, na Tatuapé, zona leste de São Paulo, no dia 31 de março, onde a velocidade máxima permitida é de 50 km/h. Fernando Filho, entretanto, disse que não teve essa sensação de velocidade.

“Dentro do carro, não tive essa sensação de que estava em tamanha velocidade. Seria valida uma segunda perícia, uma segunda análise”, afirmou.

Homicídio Fernando Filho é réu por homicídio qualificado e lesão corporal gravíssima. O motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, 52, que dirigia um Renault Sandero, morreu logo após a colisão. A outra vítima é o estudante Marcus Vinicius Machado Rocha, 22 anos, carona no Porsche — fraturou quatro costelas, precisou ser hospitalizado e perdeu o baço.

Apresentando sinais de embriaguez, Fernando Filho recebeu permissão dos PMs para ir embora, sem fazer o teste do bafômetro. Os policiais também são alvos de investigação.

Câmeras de monitoramento flagraram Fernando Filho dirigindo o Porsche, avaliado em mais de R$ 1 milhão, em altíssima velocidade (veja acima) quando bateu na traseira do carro de Ornaldo. O motorista de aplicativo foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu de traumatismo cranioencefálico.

Investigação Laudo do Instituto de Criminalística apontou que a velocidade média do Porsche era de 156 km/h. Quando se apresentou à polícia, contudo, mais de 36 horas após o acidente, o empresário disse que estava “um pouco acima da velocidade máxima permitida”, que é de 50 km/h.

À polícia, o amigo que estava no Porsche disse que Fernando Filho havia ingerido bebida alcóolica antes, contrariando o depoimento do empresário.

Antes do acidente, os amigos e suas respectivas namoradas foram a um restaurante, onde o grupo consumiu nove drinks, e depois a uma casa de poker, com open bar.

A análise das imagens das câmeras corporais dos PMs que atenderam a ocorrência mostra o momento em que Fernando Filho é liberado do local do acidente junto com a mãe, sob a justificativa de que iria procurar atendimento médico.

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