TRE-DF arquiva inquérito contra Edinho Silva sobre campanha de Dilma

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal arquivou um inquérito contra o ex-tesoureiro do PT, Edinho Silva, a respeito da campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT). A decisão deve ser publicada ainda nesta terça-feira (4).

O procedimento apurava as doações eleitorais realizadas pela empresa UTC à campanha à reeleição da então presidente em 2014.

“O Tribunal Regional Eleitoral do DF confirmou o trancamento do inquérito policial instaurado no bojo da operação Lava Jato contra Edinho Silva a partir da colaboração de Ricardo Pessoa”, diz nota do ex-tesoureiro.

“Sem que as acusações fossem comprovadas, após oito anos de investigações, a justiça eleitoral entendeu que a tramitação por tempo indeterminado viola os princípios da duração razoável do processo e da dignidade humana. O juiz eleitoral de primeira instância determinou o arquivamento do inquérito policial e, na data de hoje, o Tribunal Regional Eleitoral do DF confirmou a ordem.”

A advogada à frente do caso, Maíra Salomi, diz que a decisão em primeira instância do juiz pelo arquivamento leva em conta os abalos na vida pessoal e politica da pessoa, além do reconhecimento do excesso de prazo, visto que o processo dura oito anos.

“Ele colaborou com as investigações, prestou depoimento. Quando completou oito anos [de processo], nós entramos com o pedido de habeas corpus. Até hoje não se confirmou nenhuma das acusações”, disse à Folha de S.Paulo.

“A desproporcional e irrazoável duração de um inquérito por quase uma década causa evidentes danos à vida de qualquer pessoa. Sob o fundamento de violação aos princípios da duração razoável do processo, da dignidade humana e da personalidade, o inquérito policial foi arquivado, sem que as acusações lançadas ao início pelos colaboradores fossem confirmadas, fazendo-se justiça à trajetória política irretocável de Edinho Silva”, diz Salomi em nota.

Hoje, Edinho cumpre seu quarto mandato à frente da Prefeitura de Araquara (SP). O ex-tesoureiro também foi ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma, além de vereador e deputado estadual.
O líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, José Guimarães, já indicou nos bastidores ter preferência por Edinho para a sucessão de Gleisi Hoffmann, atual presidente, embora também admita a possibilidade de concorrer à presidência da legenda no próximo ano.

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