Putin liga para Lula e escuta do brasileiro que Rússia deve estar na mesa de negociações sobre a guerra na Ucrânia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone nesta segunda-feira (10) com o líder russo, Vladimir Putin, e defendeu a inclusão da Rússia nas negociações de paz para a guerra com a Ucrânia, que se encaminha para o terceiro ano. A ligação foi realizada pelo russo, que antes de entrar no assunto sobre a guerra, expressou sua solidariedade com as vítimas das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul e deixaram mais de 173 mortos, segundo o último balanço. Neste final de semana haverá uma cúpula em Burgenstock, na Suíça, sobre a Ucrânia – iniciativa de Kiev e que não contará com Moscou. O presidente Lula também estará ausente porque viajará para a Europa esta semana para uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quinta-feira, em Genebra, antes de participar da cúpula do G7 na Itália. Segundo Palácio do Planalto, Lula lembrou que essa posição estava “em linha com o documento assinado” por seu assessor especial, Celso Amorim, com autoridades chinesas em Pequim no dia 23 de maio.

Neste comunicado conjunto, China e Brasil afirmam “apoiar uma conferência internacional de paz, a ser realizada em um momento apropriado, reconhecida tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia, com participação igualitária de todas as partes relevantes, bem como uma discussão justa de todos os planos de paz”. Pequim e Brasília tentam se posicionar como mediadores na guerra da Ucrânia e, ao contrário dos países ocidentais, não impuseram sanções à Rússia pela invasão. Lula causou polêmica em várias ocasiões ao afirmar que a responsabilidade pelo conflito na Ucrânia é compartilhada, apesar de ter condenado a invasão russa. A ausência do mandatário na cúpula, se deve a sua viagem para a Europa esta semana para uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na quinta-feira, em Genebra, antes de participar da cúpula do G7 na Itália. O presidente, entretanto, não vai comparecer à cúpula sobre a Ucrânia.

*Com informações da AFP

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