Ilva Niño superou câncer e fez longa carreira na televisão: relembre

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Ilva Niño morreu quarta-feira (12/6) por falência múltipla de órgãos. A eterna Mina, de Roque Santeiro, foi diagnosticada há dez anos com um câncer no intestino e ouviu de um médico que a doença estaria em estágio terminal e que teria pouco tempo de vida.

A época, ela pediu demissão da Globo para focar no tratamento e, após duas cirurgias, o câncer entrou em remissão. “Era uma doença que todo mundo achava que não tinha volta, mas passou e estou bem. Não precisei fazer quimioterapia, já retiraram um cateter e recuperei os 19kg que havia perdido. Recebi muita energia positiva”, declarou, em entrevista à Patrícia Kogut, do O Globo, logo após retornar ao trabalho.

7 imagensFechar modal.1 de 7Ilva Niño é clicada como Maria Epifânia, da novela Cheias de Charme

TV Globo/Divulgação2 de 7Ilva Niño interpretou Damiana em Malhação – Pro Dia Nascer Feliz

TV Globo/Divulgação3 de 7Ilva Niño na séria Os Roni, do Multishow

Multishow/Divulgação4 de 7Ilva Niño ficou eternizada como a Mina, empregada doméstica de viúva Porcina (Regina Duarte) em Roque Santeiro

TV Globo/Divulgação5 de 7Atriz Ilva Niño

Divulgação6 de 7Atriz Ilva Niño marcou história na TV

Divulgação7 de 7Atriz Ilva Niño morreu aos 89 anos

Divulgação Ilva Niño fugiu da ditadura para trabalhar como atriz De Recife, Pernambuco, Ilva Niño, que morreu nesta quarta-feira (126), de falência múltipla dos órgãos, fugiu para trabalhar como atriz. A ex-TV Globo se formou em teatro na escola de Ariano Sussuana e logo se filiou ao o Partido Comunista, percorrendo os engenhos de cana-de-açúcar do interior com o Movimento de Cultura Popular (MCP), que levava a arte regional, além de desenvolver outros assuntos, como educação.

“Era um trabalho social, político, íamos para o campo, com o teatro na frente. Depois vinha a alfabetização, a vacinação. Era complicado, os donos de engenho não deixavam a gente entrar, tinha sempre um capataz olhando, precisávamos de autorização do sindicato dos trabalhadores rurais, das Ligas Camponesas”, disse para a Quem.

E prosseguiu: “A gente queria ensinar as pessoas a ler. Mas aí veio o golpe de 1964. Estávamos em uma cidade canavieira, chegamos ao Recife exatamente no dia do golpe. Ninguém esperava. Não podiam ficar três pessoas juntas que eles vinham com baioneta”.

Niño ainda contou para o veículo que perdeu pessoas durante a ditadura. “Tive amigo morto, diziam que era bala de festim, mas era de verdade. Quando vi as recentes manifestações no país, me emocionei muito. Não acreditava mais que esse tipo de movimentação fosse acontecer. Peguei o metrô e fui ao Centro do Rio protestar”, pontuou.

Logo depois ela fugiu para o Rio de Janeiro com o marido, o ator e diretor Luiz Mendonça. “O pai do Luiz, que era coronel no interior e totalmente contra nós dois, pediu um favor ao cara que ocupava a Secretaria de Segurança, para podermos sair de Pernambuco. Levamos 18 dias até o Rio. Nem dinheiro para a comida direito a gente tinha, bebia água de bica. Perdi muito peso. Fomos morar na casa da minha irmã”, lembrou.

A veterana teve apenas um filho, Luiz Carlos Niño, que faleceu em 2005,aos 40 anos, vítima de cirrose. Ilva ficou viúva em 1995, após 15 anos de casamento.

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