Ex-presidente do Peru, Fujimori é internado em UTI após sofrer queda em casa

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O ex-presidente do Peru Alberto Fujimori , que governou o país entre 1990 e 2000, de 85 anos, foi internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) depois de sofrer uma queda em seu quarto durante a madrugada, informou nesta quarta-feira (26) sua filha e herdeira política Keiko Fujimori. “Na madrugada, meu pai sofreu uma queda em seu quarto (…) Os primeiros exames mostram uma fratura no quadril. Ele está atualmente na Unidade de Terapia Intensiva, e estamos aguardando os resultados de todos os exames que os médicos estão realizando”, escreveu Keiko Fujimori na rede social X (ex-Twitter). Fujimori deixou em dezembro do ano passado a prisão onde cumpria pena de 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade depois que o Tribunal Constitucional (TC) restabeleceu o indulto concedido a ele em dezembro de 2017 pelo então presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski devido a seu frágil estado de saúde.

O ex-presidente peruano está em tratamento contra um câncer na língua que tem sido recorrente em seu histórico médico, mas isso não o impediu de se registrar no partido fundado por sua filha, o Força Popular, com a expectativa de uma possível candidatura nas eleições gerais de 2026. Além disso, o acidente sofrido por Fujimori ocorreu dois dias depois de a Corte Suprema do Chile ampliar novamente o número de crimes pelos quais o ex-presidente foi extraditado para o Peru em 2007, por cinco casos ligados a graves violações de direitos humanos, incluindo esterilizações forçadas, cometidas durante seu governo. Na decisão, a juíza de instrução, Andrea Muñoz Sánchez, considerou que, nos cinco casos aceitos, foram cumpridos os requisitos para a extensão das acusações para as quais a extradição é solicitada, conforme consta no tratado assinado sobre o assunto entre o Chile e o Peru, bem como nas convenções internacionais de Belém do Pará, Cedaw e o Estatuto de Roma, entre outras. A magistrada considerou que “há pelo menos presunções bem fundamentadas ou indícios razoáveis” de que o ex-presidente promoveu “uma Política de Planejamento Familiar agressiva” para aplicar “preferencial e maciçamente um sistema de contracepção cirúrgica” em mulheres de estratos socioeconômicos baixos, de áreas rurais ou urbanas marginalizadas e povos indígenas, “por meio da imposição de metas, cotas de recrutamento de pacientes, incentivos e sanções a funcionários da saúde”. Esta foi a terceira extensão de crimes no processo de extradição do ex-presidente peruano. A primeira ocorreu em junho de 2017 pelos crimes de homicídio agravado e associação ilícita pelo assassinato de seis camponeses no chamado caso Pativilca, também cometido pelo grupo paramilitar Colina em 1992. Já a segunda foi aceita judicialmente em janeiro de 2024 pelos crimes de fornecimento ilegal de armas de fogo, falsidade genérica e conspiração, entre outros.

Publicado por Heverton Nascimento

*Com informações da EFE

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