Opinião: Acabou a maratona de inaugurações e entregas para candidatos!

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Desde o último sábado não há mais espaço para aparições em inaugurações e entregas para os candidatos a prefeito e a vereador em 2024. O impacto é maior nas cidades maiores, onde há uma demanda constante por visibilidade em mídias em geral – sejam veículos mais tradicionais ou redes sociais. A fiscalização, todavia, funciona para qualquer tamanho de município: sempre vai ter alguém de olho para tentar pegar o adversário “no pulo”, gerando até mesmo uma inelegibilidade. Por isso, todo cuidado é pouco para evitar estresses desnecessários.

 

Em Salvador, o prefeito Bruno Reis (União) perde visibilidade temporariamente. Até o início da campanha eleitoral, as agendas dele deixam de ser públicas e o “contato com o povo”, como políticos gostam de falar, ficam mais limitados. A pré-campanha, efetivamente, passa a ter restrições até o início formal da corrida eleitoral no final de agosto. Todavia, Bruno aproveitou os últimos dias para acelerar a concentração de holofotes, seja através das entregas em si, seja na ida às comunidades beneficiadas. O resultado foi uma enxurrada de inaugurações, a exemplo do Hospital do Homem.

 

Do lado adversário, o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) representou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) na entrega de viaturas na última sexta. Foi bem diferente do estilo “papagaio de pirata” que o acompanhou ao longo dos últimos meses, desde que foi apresentado como candidato do grupo governista em Salvador. Jerônimo concentrou as atenções quando poderia dividi-la e agora “Inês é morta” – não dá para eventualmente remediar o período de baixa visibilidade que o vice terá até o início da campanha eleitoral.

 

Como o período permitido para a propaganda de candidaturas é extremamente curto, os candidatos terão uma espécie de período no limbo, quando, em tese, deveriam se dedicar às articulações (que já foram feitas) e à preparação para a disputa nas urnas (que também já deve ter sido concluída). Não há grandes avanços a serem feitos, a não ser que haja uma hecatombe ou seja possível operar milagres – algo bem incomum na cena política local.

 

Nesse período, inclusive, não está descartada a hipótese das atenções estarem mais voltadas a cidades onde ainda não houve uma pacificação completa da base do governo ou mesmo da oposição. Vitória da Conquista, por exemplo, caminha para uma disputa entre PT, com Waldenor Pereira, e MDB, com Lúcia Rocha, enquanto em Juazeiro nem a federação PT, PV e PCdoB consegue chegar a um entendimento. Logo, há a expectativa que se gaste mais saliva para construir pontes ao invés de destruí-las, seja para os casos de disputas em dois turnos, sejam para os casos em que a disputa em turno único possa gerar feridas insanáveis para 2026.

 

As eleições de outubro começaram em novembro de 2022. E estão cada vez mais próximas, com os prazos sendo cumpridos conforme preconiza a Justiça Eleitoral. Mais do que nunca, todos os olhos ficarão voltados para os candidatos, aguardando uma derrapagem ou apenas acompanhando para quem decide o voto na última mora.

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