O procurador jurídico da Infraero, Henrique Celso Gonçalves Marini e Souza, de 60 anos, foi condenado a três anos de reclusão, em regime aberto, por disparar contra o cunhado e acertar acidentalmente sua própria mãe. O incidente ocorreu em julho de 2021, no Lago Sul. Além disso, o servidor federal foi sentenciado a dois anos de detenção por posse ilegal de arma de fogo.
Na ocasião, Henrique, após consumir bebidas alcoólicas, teria agredido sua esposa e irmã durante todo o dia. O cunhado interveio na situação e acabou entrando em confronto com Henrique, sendo separados por um amigo da família.
O servidor federal então pegou um revólver calibre .38 e disparou pelo menos três vezes contra o amigo, acreditando se tratar do cunhado. Um dos tiros atingiu o braço de sua mãe, que foi socorrida e sobreviveu.
Posteriormente ao ocorrido, o procurador se trancou em um quarto. Após negociação com policiais militares, Henrique Celso foi preso, sendo encontrado em sua residência no Lago Sul com um arsenal de 10 armas de fogo e centenas de munições, conforme informado pela Polícia Militar do DF.
Em decisão proferida na sexta-feira (20/7), o juiz Paulo Rogério Santos Giordano condenou o procurador a três anos de reclusão e dois anos de detenção, além de multa de 100 dias, pelos crimes de tentativa de homicídio simples e posse ilegal de arma de fogo.
O magistrado afirmou que, apesar do delito, o réu é primário e possui antecedentes favoráveis, destacando sua conduta social. Henrique respondeu ao processo em liberdade e, portanto, poderá recorrer em liberdade, conforme decisão.
Henrique foi preso em 24 de julho de 2021, mas obteve liminar para deixar a prisão em 28 de julho do mesmo ano. Através de um habeas corpus, o desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Silvanio Barbosa dos Santos, revogou a prisão preventiva de Henrique Celso, estabelecendo uma distância mínima de 300 metros entre ele e sua esposa.
Anteriormente, Henrique Celso havia atuado como corregedor-geral da Infraero e em 2011 foi denunciado pelo Ministério Público Federal por suposta aprovação de contratos sem licitação pela estatal em Mato Grosso, quando ocupava o cargo de procurador jurídico da empresa pública.
Ele foi cedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública em setembro de 2020 por tempo indeterminado, conforme publicação no Diário Oficial da União. No entanto, o órgão informou que a cessão foi encerrada em julho de 2021.

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