Candidato da oposição lamenta após TSE suspender missão na Venezuela

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O candidato da oposição em confronto com Nicolás Maduro, Edmundo Gonzáles Urrutia, expressou pesar diante da decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de suspender a missão de observação para monitorar a transparência das eleições na Venezuela.

“Teríamos apreciado a presença do TSE. Esta é uma indicação negativa”, declarou Edmundo durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (25/7), ao lado da líder opositora María Corina Machado.

Ao longo da coletiva, o candidato lamentou também o fato de Maduro ter desconsiderado o convite feito ao ex-presidente argentino Alberto Fernández, depois que este criticou o governo venezuelano. Fernández seguiu a mesma linha de Lula e afirmou que Maduro precisa aceitar o resultado das eleições, mesmo que não seja reeleito.

O TSE, ao confirmar a desistência, comunicou que a missão foi cancelada “devido a declarações falsas contra as urnas eletrônicas brasileiras, que, ao contrário do que foi alegado por autoridades venezuelanas, são auditáveis e seguras. Por esse motivo, o Tribunal Superior Eleitoral não enviará técnicos para atender o convite feito pela Comissão Nacional Eleitoral da Venezuela para acompanhar a eleição do próximo domingo”.

Antes da decisão do Tribunal Eleitoral, Maduro afirmou durante um comício realizado no interior da Venezuela que as eleições no Brasil eram “inauditáveis”, um comentário que agravou ainda mais as tensões entre os países.

Nicolás Maduro também alterou seu tom em relação a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o presidente brasileiro afirmar que ele deveria respeitar os resultados das eleições e expressar sua preocupação com a ameaça de “banho de sangue” feita pelo líder venezuelano caso não fosse reeleito. Em resposta, Maduro sugeriu que Lula deveria “tomar um chá de camomila”.

As relações da Venezuela com outras nações ao redor do mundo estão sendo tensionadas pelo atual presidente e sua resistência em honrar os princípios democráticos nas eleições agendadas para este domingo (28/7). Além do Brasil e da Argentina, Maduro também tem causado tensão nas relações com o governo da Colômbia.

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