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O ex-ministro da Justiça da Argentina, Gustavo Beliz, renunciou ao cargo sob pressão do presidente Néstor Kirchner. Ao sair, fez acusações, alegando que foi demitido por criticar a forma como a Secretaria de Inteligência do Estado operava, equivalente à nossa Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Beliz salientou que era constante a humilhação imposta por Kirchner a ele e seus colegas, chegando a passar até 15 dias sem responder a telefonemas. Ele ainda revelou que a Secretaria de Inteligência atuava como um órgão paralelo espionando os opositores do governo.
No Brasil, diferentemente da situação na Argentina, a atuação da ABIN geralmente só é exposta quando meios de comunicação descobrem e publicam suas operações. O que nos leva a questionar se realmente temos motivos para reclamar das ações da agência de inteligência nacional.

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