Rival do ChatGPT, Claude chega ao Brasil com promessa de texto menos robótico e ‘visão’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Chega ao Brasil, nesta quinta-feira (1º), o concorrente do ChatGPT, o Claude. Desenvolvida pela Anthropic, essa inteligência artificial se destaca por sua capacidade de produzir textos menos engessados em relação ao chatbot da OpenAI.

 

A Anthropic iniciou sua expansão global em maio, trazendo o Claude para o mercado brasileiro após mais de um ano de experiência nos Estados Unidos. Especialistas consultados afirmam que, inicialmente, o desempenho do Claude em português não era o mesmo demonstrado em inglês.

De acordo com o diretor de produto da empresa, Mike Krieger, conhecido por ser cofundador do Instagram, a última atualização técnica resolveu esse problema. A plataforma está disponível no site oficial.

O Claude já estava ativo em 175 países, inclusive em Portugal desde maio, onde recebeu elogios quanto à sua capacidade de redação e referência a fontes confiáveis.

A versão gratuita do Claude, chamada Claude 3.5 Sonnet, oferece acesso limitado ao modelo mais recente da Anthropic, que, segundo a empresa, supera o GPT-4o da OpenAI em testes de linguagem e raciocínio. Planos pagos começam a partir de R$ 110.

Krieger destaca a “personalidade do Claude” como o diferencial principal em relação aos concorrentes, buscando oferecer uma experiência interativa e humanizada aos usuários.

Um estudo independente realizado por pesquisadores da Universidade de Columbia e da Salesforce comparou a performance do Claude, do ChatGPT e de escritores profissionais, comprovando a naturalidade da escrita do Claude em 30% das simulações.

O professor Diogo Cortiz, da PUC-SP, que pesquisa sobre IA generativa, utiliza o Claude como auxiliar na escrita, destacando a falta de repetição de estruturas e excesso de adjetivos e advérbios.

A tecnologia da Anthropic conseguiu eliminar padrões que tornavam a IA tendenciosa em seu funcionamento, como descreveu em um artigo de maio.

O Claude também se destaca pela aba “Artifacts”, que permite aos usuários criar conteúdo de forma mais livre, combinando textos e imagens. Esse recurso está disponível na versão gratuita da plataforma.

O aplicativo do Claude já está disponível para smartphones Android e iPhones, oferecendo integrações com câmera e comandos de voz, além da habilidade de responder em áudio.

Krieger destaca a capacidade de “visão” do Claude, permitindo interpretar textos manuscritos, esquemas mentais e fotos, além do modo exclusivo de plataforma de equipes disponível.

Uma nova plataforma de inteligência artificial, chamada Claude, está sendo vendida por R$ 165 por integrante do time, sendo necessário ter mais de cinco pessoas. O objetivo é proporcionar aos usuários uma interação conjunta com o modelo de IA, permitindo que os mais experientes auxiliem aqueles que estão iniciando.

Os serviços do Claude também poderão ser acessados nas nuvens da Amazon e do Google. Essa abertura para diferentes plataformas visa ampliar o alcance e a disponibilidade do Claude para diversos usuários e empresas interessadas em utilizar essa tecnologia.

A origem do Claude remonta a um desentendimento ocorrido em 2021 na empresa criadora do ChatGPT, OpenAI, devido a discordâncias sobre práticas de segurança no desenvolvimento de modelos de IA. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, destaca em diversas entrevistas a importância de estabelecer salvaguardas na tecnologia como fundamental para um avanço seguro.

A comunidade de avaliadores independentes reconhece o Claude como uma plataforma de IA menos vulnerável a “jailbreaks” – táticas utilizadas para fazer as inteligências artificiais ultrapassarem seus próprios limites éticos. Essa característica ressalta o compromisso do Claude com a segurança e a integridade em suas operações.

Apesar da segurança reforçada, parte da comunidade de tecnologia critica o Claude por limitar as possibilidades de uso do modelo de IA. Essa discussão levanta questões importantes sobre o equilíbrio entre segurança e flexibilidade na implementação da inteligência artificial em diferentes contextos.

No contexto do Claude, seria mais desafiador hackear a IA com o intuito de transformá-la em um namorado virtual ideal, prática realizada por jovens chinesas com o ChatGPT. Essa maior resistência a interferências externas destaca a robustez e a confiabilidade do Claude como uma plataforma de IA.

Krieger, em entrevista à Folha de S.Paulo, ressalta que os riscos atuais ainda são moderados, e o investimento em segurança é uma preparação para lidar com superinteligências artificiais no futuro. Essa visão prospectiva mostra o compromisso do Claude em estar à frente dos desafios e das possibilidades que o avanço da inteligência artificial pode proporcionar.

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