Em frente à sede da ONU em Nova York, um grupo de venezuelanos se reuniu para solicitar o apoio da comunidade internacional em prol do respeito à “vontade de um povo que escolheu viver em liberdade”. Edmundo González, candidato presidencial da oposição, e a líder opositora María Corina Machado denunciaram a reeleição de Nicolás Maduro para um terceiro mandato de seis anos como sendo fraudulenta, nas eleições de 28 de julho. Maduro tem resistido em divulgar as atas da apuração dos votos que confirmam sua vitória. Erick Rozo, coordenador das ações pró-democracia em alguns estados do nordeste dos EUA, afirmou: “Hoje, pedimos à comunidade internacional e exigimos que cada governo da região reconheça e respeite a vontade de um povo que decidiu viver em liberdade, retornar à democracia e reivindicar a paz e justiça que merecemos.”
Os venezuelanos expressaram sua escolha por Edmundo González como o novo presidente. A oposição alega possuir cópias de mais de 80% das atas de urna, mostrando que González obteve 67% dos votos. Equador e Costa Rica se uniram aos EUA, Argentina, Uruguai e Peru ao reconhecerem Edmundo González como vencedor. Daisy Carrero, de 78 anos, enfatizou em entrevista à AFP que a Venezuela “necessita do apoio de todos os venezuelanos de todas as idades”, pois confiam que seguirão em frente e continuarão recebendo apoio até o fim do processo, tanto dentro do país como ao redor do mundo. Alguns manifestantes, como Laura Bolívar, denunciaram a “perseguição” do regime de Maduro contra os opositores, bem como as detenções “arbitrárias” e “desaparecimentos”.
“Tudo isso serve para sustentar um regime que está no poder há mais de 26 anos”, declarou Bolívar, acrescentando que “demonstramos em 28 de julho que não o queremos mais”. Ela fez um apelo à comunidade internacional representada pela ONU: “Por favor, não nos deixem sozinhos.” Bolívar ressaltou que “não é preciso ser venezuelano para apoiar essa causa.” Para sábado, está programada outra manifestação na Times Square, em Nova York, como parte de uma campanha global “coordenada” pela oposição na Venezuela, conforme anunciado por Rozo.
*Com informações da AFP
Por Marcelo Bamonte

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