O Ministério Público da Venezuela anunciou que uma investigação penal foi iniciada contra os opositores Edmundo González Urrutia e María Corina Machado. Isso ocorreu após um comunicado em que eles solicitaram que os militares “se posicionassem ao lado do povo” em meio às denúncias de fraude na reeleição do presidente Nicolás Maduro. O Ministério Público declarou que, “à margem da Constituição e da lei, falsamente anunciam um vencedor das eleições presidenciais diferente do proclamado pelo Conselho Nacional Eleitoral”. González assina o documento como “presidente eleito” e é acusado de crimes como usurpação de funções, incitação à desobediência das leis, incitação à insurreição e conspiração.
O candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González, juntamente com a líder do partido de oposição, María Corina Machado, emitiu uma nota autoproclamando-se “presidente eleito da Venezuela”. Isso aconteceu em meio ao controverso processo eleitoral do país, que resultou na vitória de Nicolás Maduro, sem apresentar provas ou auditorias confiáveis. González alega ter vencido as eleições com 67% dos votos, algo que a comunidade internacional, veículos de mídia e a população venezuelana, segundo ele, reconhecem como verdadeiro. Na carta, há um apelo para que “membros das Forças Armadas e policiais cumpram seus deveres constitucionais e não reprimam o povo”. O novo governo, eleito democraticamente, garante proteção aos que cumprirem seus deveres, mas também enfatiza que não haverá impunidade, estabelecendo um compromisso.
*Com informações da AFP
Publicado por Marcelo Bamonte

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