Muhammad Yunus, ganhador do Nobel da Paz, vai liderar governo interino em Bangladesh

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Muhammad Yunus, vencedor do Prêmio Nobel da Paz, assumirá a liderança do governo interino em Bangladesh. Essa decisão ocorreu após a dissolução do Parlamento e a saída da primeira-ministra, Sheikh Hasina. Durante uma reunião entre o presidente Mohamed Shahabuddin, líderes militares e estudantes que lideraram os protestos recentes, foi acordado que Yunus lideraria o governo interino para superar a crise atual no país. O presidente enfatizou a necessidade urgente de formar um governo interino nesse comunicado.

Yunus, um renomado economista de 84 anos, é conhecido por sua iniciativa de microcrédito, que beneficiou milhões de pessoas em situação de pobreza. Essa ação recebeu reconhecimento com o Prêmio Príncipe das Astúrias da Concórdia em 1988 e o Prêmio Nobel da Paz em 2006. Enquanto Yunus está prestes a assumir o cargo, a ex-primeira ministra Sheikh Hasina o acusou de explorar a população carente. O líder estudantil Nahid Islam confirmou a decisão de Yunus liderar o governo interino.

O presidente Shahabuddin concordou com a urgência de formar o governo interino o mais rápido possível. Em meio aos acontecimentos, Shahabuddin demitiu o comandante da polícia nacional devido aos protestos violentos que resultaram na saída da ex-premiê e na dissolução do Parlamento. Sheikh Hasina, no poder por 15 anos, renunciou e fugiu do país devido à pressão dos protestos iniciados pelos estudantes.

Diante desse cenário, o general Waker Uz Zaman anunciou que as forças armadas formariam um governo interino. Ademais, o Exército passou por mudanças em sua liderança e afastou comandantes próximos a Hasina. Os distúrbios e confrontos recentes no país resultaram em um elevado número de mortes, com 122 óbitos apenas em um dia. Apesar da relativa calmaria subsequente, ainda foram registradas mortes.

No desenrolar dos acontecimentos, o líder do país determinou a libertação dos detidos durante os protestos e também liberou a ex-primeira ministra e principal adversária política de Hasina, Khaleda Zia, do BNP, que estava em prisão domiciliar. Em um comunicado, o sindicato de policiais pediu desculpas pelos disparos contra os estudantes, afirmando que foram obrigados a agir assim. A população de Daca, capital de Bangladesh, demonstrou sua insatisfação com a situação invadindo prédios governamentais e destruindo símbolos do governo anterior.

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