Neste sábado, lamentavelmente, faleceu a ativista pelos direitos dos povos indígenas Tuíre Kayapó, aos 54 anos. A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, confirmou o falecimento de Tuíre, que vinha lutando contra um câncer no colo do útero.
A liderança ficou famosa pela sua resistência à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Em um momento icônico, a ativista confrontou o então presidente da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, durante o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, em Altamira, Pará, em 1989, ao posicionar um facão em seu rosto.
O falecimento de Tuíre gerou repercussão entre autoridades, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) expressando solidariedade aos familiares e amigos.
“Hoje perdemos a liderança Tuíre Kayapó, uma referência na defesa dos povos originários do nosso país. Solidariedade aos familiares e amigos de Tuíre”, publicou nas redes sociais.
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) também emitiu uma nota de lamento pelo ocorrido.
“Tuíre Kayapó dedicou sua vida à proteção de seu povo e de seu território, sempre guiada pela busca de direitos e respeito aos povos indígenas. Seu legado de resistência continuará inspirando todos aqueles que lutam por um Brasil mais justo para os povos indígenas”, mencionou a publicação.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, também se pronunciou. “Que os ancestrais te recebam, Tuíra. Seguiremos aqui honrando sua luta”, escreveu em uma publicação.

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