Tragédia em SP: o que se sabe sobre queda de avião com 61 mortos

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No interior de São Paulo, a queda do avião da VoePass na última sexta-feira chocou a todos. As imagens mostram a aeronave realizando um movimento perigoso antes de atingir um condomínio residencial, resultando na trágica morte das 61 pessoas a bordo. Esse acidente foi classificado como o quinto maior da história do país. Desde então, especialistas da Aeronáutica e da Polícia Federal estão investigando as causas que levaram a aeronave a perder velocidade de forma tão drástica, resultando na perda de pressão aerodinâmica nas asas.

O avião de identificação PS-VPB decolou de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e tinha previsão de chegada às 13h50. Esta era a quarta viagem do dia do turboélice ATR-72, com capacidade para 73 passageiros. A bordo estavam 57 passageiros e 4 tripulantes, infelizmente, nenhum sobreviveu à tragédia. Por sorte, a aeronave caiu no quintal de uma residência, não atingindo nenhuma pessoa em solo.


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11 imagens

Avião voando de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP)

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Informações indicam que 61 pessoas estavam a bordo
Imagens do avião que caiu em Vinhedo (SP)

Um avião caiu em Vinhedo, interior de São Paulo, enquanto voava de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP). A tragédia com a aeronave que transportava 61 passageiros chocou o país. As imagens do avião acidentado revelam a dimensão da ocorrência que mobilizou equipes de resgate e autoridades locais. A informação preliminar aponta que não há, até o momento, informações sobre sobreviventes.

O acidente aéreo comoveu os moradores da região e familiares dos passageiros que estavam a bordo da aeronave. As autoridades já iniciaram investigações para apurar as causas do incidente e determinar as responsabilidades. Equipes de resgate foram rapidamente mobilizadas para prestar socorro e auxiliar nas operações de busca e salvamento.

As primeiras fotos do local do acidente mostram destroços da aeronave espalhados pela região de Vinhedo. A comoção tomou conta das redes sociais, com mensagens de apoio e solidariedade às vítimas e familiares. A identificação dos ocupantes e detalhes sobre o ocorrido estão sendo averiguados pelas autoridades competentes.

A queda do avião deixou marcas profundas na comunidade local e levantou questionamentos sobre a segurança e manutenção das aeronaves. Incidentes como esse ressaltam a importância dos protocolos de segurança e a necessidade de investimentos constantes na garantia da integridade das aeronaves e na formação adequada dos profissionais da aviação.

O impacto do acidente aéreo não se restringe apenas aos envolvidos diretamente, mas reverbera em toda a sociedade, gerando reflexões sobre a necessidade de medidas preventivas mais eficazes. A comoção diante da tragédia realça a solidariedade e empatia como valores fundamentais em situações adversas como essa, unindo as pessoas em torno do apoio mútuo e da busca por respostas.

À medida que mais informações são divulgadas, a comoção e a preocupação da população aumentam, aguardando esclarecimentos e prestando solidariedade aos afetados pelo trágico acidente. A investigação do ocorrido é fundamental para que se possa entender o que levou à queda da aeronave e para que sejam adotadas as medidas necessárias para evitar novos episódios semelhantes.Tanto as autoridades como a empresa aérea VoePass, antes chamada de Passaredo, e especialistas consultados pelo Metrópoles consideram que é prematuro determinar a causa do acidente, embora a principal suspeita até o momento seja a formação de gelo nas asas da aeronave. A empresa reconheceu que o modelo é “sensível ao gelo” e que essa é uma “ponto de partida” para as investigações.

De acordo com o diretor de operações da VoePass, Marcel Moura, o avião passou por uma revisão técnica de rotina na madrugada anterior em Ribeirão Preto, onde a sede da empresa está localizada. Após a inspeção, Moura afirmou que o avião estava “100% despachado, de acordo com os manuais e regulamentos” e que para a empresa, estava apto para voar.

A companhia afirmou que a aeronave decolou do Paraná com todas as condições operacionais para cumprir sua programação. Registros tardios do voo indicam que instantes antes da queda, o avião estava a 5.190 metros de altura.

Todas as vítimas eram brasileiras. Os passageiros eram principalmente de Cascavel e São Paulo. A empresa divulgou a lista completa de passageiros por volta das 18 horas da sexta-feira.

Durante o dia, ao observarem as imagens da queda do avião em um estado de “parafuso chato”, pilotos e outros especialistas em aviação começaram a especular sobre as possíveis razões para a redução de velocidade que resultou nesta situação. A principal delas foi a possibilidade de acumulação de gelo nas asas da aeronave, o que poderia ter prejudicado a aerodinâmica e afetado o funcionamento do motor.

No “parafuso chato”, o avião não consegue mais voar para frente e cai na vertical, sem sustentação, em um giro. O piloto tenta movimentar os flaps das asas para fazer a aeronave subir, mas eles permanecem ineficazes, já que sem velocidade, perdem a pressão aerodinâmica necessária para funcionar adequadamente. Na prática, o avião perde o controle.

Isso acontece porque o avião necessita de velocidade para se manter no ar, com o ar sendo deslocado.Após o avião entrar em uma condição de “parafuso chato”, ele rapidamente perdeu 4 mil metros de altitude em cerca de um minuto, alcançando uma queda de aproximadamente 240 km/h.

Segundo especialistas, quando uma aeronave já se encontra em baixa altitude, as opções para recuperá-la dessa situação são muito limitadas.

A empresa de meteorologia Climatempo divulgou uma nota informando que, na região de Vinhedo, onde o acidente aconteceu, a uma altitude de 5,6 quilômetros, havia uma possibilidade de 35% de formação de gelo. Além disso, havia um forte vento de cauda e relatos de outros pilotos sobre as condições meteorológicas adversas.

Marcel Moura, da VoePass, declarou que as condições para o voo eram aceitáveis, mesmo diante dessas circunstâncias, porém, ressaltou que a sensibilidade ao gelo era uma característica conhecida dos aviões desse modelo.

Em relação ao contato com a torre, surgiram notícias de que o piloto Danilo Santos Romano teria solicitado para reduzir a altitude devido aos altos níveis de gelo. No entanto, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que não havia registro desse contato até o momento.

O avião caiu em um condomínio fechado em Vinhedo, sem causar vítimas em solo. O resgate dos corpos foi realizado durante a noite, sendo encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) da capital para identificação, devido à infraestrutura necessária para procedimentos complexos como exames de DNA.

O Cenipa enviou técnicos ao local e emitirá um relatório preliminar sobre as causas do acidente em 30 dias. A aeronave possuía uma “caixa preta” que registra conversas na cabine e leituras dos instrumentos. O relatório final, detalhando os fatores que levaram à tragédia, não possui um prazo definido.

O piloto Danilo Santos Romano acumulava 5.200 horas de voo com a VoePass, enquanto seu copiloto, Humberto de Campos Alencar e Silva, era um dos pilotos mais experientes da empresa, com passagens por outras companhias aéreas.

Com 61 mortes, o acidente em Vinhedo tornou-se o quinto mais fatal da história da aviação em solo brasileiro. O pior acidente ocorreu com a Air France em 2009, no oceano Atlântico, com 228 vítimas. Em segundo lugar está o acidente da Latam, na época TAM, em Congonhas, em 2007, com 199 mortes.

A VoePass está em operação desde 1998, e continua colaborando com as investigações sobre o trágico evento em Vinhedo.A cidade de Ribeirão Preto abriga uma companhia aérea especializada em aviação regional, a qual possui uma frota de 15 aeronaves em plena operação e uma histórica imaculada, sem nenhum registro de acidentes fatais. Esta empresa teve sua origem a partir da empresa de transportes rodoviários Passaredo.

Anteriormente conhecida como Passaredo, a empresa passou por uma mudança de nome em 2019. Esse processo de renomeação ocorreu após um período de reestruturação judicial que se estendeu de 2012 a 2017. De acordo com Eduardo Busch, CEO da companhia, o momento econômico e financeiro era de “plenitude operacional”, refletindo a capacidade da empresa de manter suas operações de forma segura e estável.

O avião ATR-72 500, utilizado pela companhia, é fabricado pela Avions de Transport Régional (ATR), uma empresa franco-italiana reconhecida por sua expertise em aeronaves com motor de turbo-hélice. A ATR afirmou em comunicado que seus especialistas estão completamente dedicados a apoiar tanto nas investigações quanto no atendimento ao cliente.

Vale ressaltar que um acidente envolvendo uma aeronave do mesmo modelo ocorreu no Nepal em janeiro de 2023, resultando em 72 fatalidades. Contudo, essa tragédia foi atribuída a um erro humano, ressaltando a importância da segurança e da capacitação dos profissionais na aviação.

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