Datena alega sentir-se inseguro e opta por não se envolver em contato direto com os eleitores durante sua campanha eleitoral em São Paulo. Em sua primeira incursão, uma visita ao Mercado Municipal em 17 de julho, o comunicador mostrou preocupação diante da aglomeração de pessoas.
Os coordenadores de campanha e membros experientes do PSDB tentam convencer Datena a superar suas reservas. Segundo essa equipe, embora o jornalista seja reconhecido há muitos anos por suas aparições na televisão, ainda precisa se apresentar como candidato de forma mais efetiva.
A visita ao Mercado Municipal não gerou tumultos nem hostilidades, com parte do público percebendo a presença do apresentador como se fosse uma gravação para a televisão. Essa experiência levou Datena a expressar sua intenção de realizar mais duas ou três atividades em ambientes públicos para avaliar a reação do público, especialmente preocupado com a segurança física de todos.
Mesmo com o início oficial da campanha marcado para 16 de agosto, após o prazo final para o registro das candidaturas, o PSDB já planejava mais atividades públicas após a visita ao Mercado Municipal. A intenção era realizar visitas em cada uma das 58 zonais do partido na capital, com agendas diárias em diferentes regiões.
Após a primeira experiência em um local público, Datena manifestou suas preocupações à Executiva do partido em relação à exposição excessiva. O comunicador, conhecido por suas críticas ao crime organizado, reclamou da falta de segurança em suas aparições públicas, evidenciando seu histórico de denúncias.
Em resposta à imprensa, a assessoria do candidato destacou a importância da popularidade de Datena e prometeu divulgar ao longo do processo eleitoral suas atividades nas diversas regiões da cidade. A segurança em eventos públicos com a presença de Datena está sendo cuidadosamente planejada para evitar possíveis tumultos, devido à preocupação com a integridade de todos os envolvidos.A importância de reforçar a segurança é enfatizada pela equipe de estrategistas da campanha do pré-candidato. Eles destacam a necessidade de planejamento e controle da exposição do político. Até o momento, ele tem optado por participar de entrevistas selecionadas pela imprensa e marcou presença no debate da Band na última quinta-feira (8).
O terceiro colocado na pesquisa mais recente do Datafolha, com 14% das intenções de voto, enfrenta o desafio de desestabilizar a liderança consolidada entre seus concorrentes Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), políticos acostumados com agendas intensas nas ruas. Simultaneamente, Datena disputa a mesma posição com Pablo Marçal (PRTB), que aposta suas fichas nas redes sociais.
Em uma entrevista à Folha de S. Paulo no mês passado, ao abordar sua experiência na corrida eleitoral, Datena expressou ter desfrutado do processo, porém alertou sobre as dificuldades causadas por sua popularidade que atrai multidões. Ele mencionou: “Foi muito agradável, foi legal. Eu sou um pré-candidato, mas também sou apresentador, então sou uma pessoa conhecida. Eu avisei a todos: isso vai complicar. E foi uma confusão terrível, havia muita gente, eu não conseguia sair de lá.” Datena relatou que levou uma hora e quarenta minutos para sair do local.
O controle da exposição também se justifica devido à personalidade imprevisível e até explosiva de Datena. Na convenção do PSDB, por exemplo, ele decidiu, ao final de seu discurso, deixar o local e se dirigir até as grades da Assembleia Legislativa para confrontar manifestantes contrários a sua candidatura.
Além disso, Datena mencionou o desejo de evitar aglomerações, indicando que as atividades de rua não serão frequentes. Ele ressaltou a importância de se preocupar com a segurança e o bem-estar do público, evitando situações de tumulto. Datena enfatizou: “É necessário ter essa atenção. Não quero, sem falsa modéstia, criar problemas, aglomerações, empurra-empurra. Quero evitar essas questões. Não estou evitando o contato com as pessoas, mas sim possíveis problemas para elas.”

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