A família da delegada Patrícia Neves Aires Jackes, morta por seu companheiro Tancredo Neves Feliciano de Arruda, expressou indignação em relação à veiculação de um vídeo que captura uma discussão entre o casal, classificando o ato como uma forma de “dupla violência”.
De acordo com a assessoria jurídica da família da vítima, “existe uma clara tentativa de desacreditar a vítima perante a sociedade. Esta é uma forma de dupla violência, que não apenas resultou na morte, mas também ataca severamente a imagem e a honra da vítima, causando ainda mais dor aos familiares e amigos”, trecho destacado na nota.
A defesa da família de Patrícia Aires ainda declarou que o relacionamento entre os envolvidos era caracterizado por frequentes agressões físicas e verbais perpetradas pelo acusado contra a delegada. Esses fatos estariam corroborados pelos registros policiais.
“Além disso, o agressor se utilizava de sua capacidade manipulativa para tentar deliberadamente atribuir a ela a responsabilidade pela violência sofrida, como se confirma nos vídeos indevidamente compartilhados por diversos meios de comunicação”, acrescenta outro trecho da nota.
“Dessa maneira, a família reprova publicamente a condução agressiva e desonrosa do caso por parte de Tancredo Neves, que mesmo após ceifar a vida de Patrícia, busca meios de difamá-la perante o público. Vale ressaltar que a família da vítima mantém total confiança na atuação da Polícia Civil do Estado da Bahia, cuja investigação em curso elucidará todos os pormenores do crime de feminicídio”, destaca a defesa dos familiares da delegada.
Patrícia Aires foi encontrada sem vida na madrugada do último domingo (11) às margens da BR-324 de São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O acusado, Tancredo Neves, foi detido em flagrante após forjar um sequestro e posteriormente confessar o crime.

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