Instagram deixou de barrar 93% dos discursos de ódio a políticas americanas, diz estudo

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Segundo um recente estudo do CCDH (Centro de Combate ao Ódio Digital), o Instagram deixou de bloquear 93% dos comentários que continham discursos de ódio direcionados a mulheres de diferentes vertentes da política americana.

A pesquisa identificou 1.000 comentários considerados prejudiciais em dez contas políticas dos EUA, incluindo a candidata à presidência Kamala Harris. Mesmo após uma semana da divulgação do levantamento, a maioria das publicações ainda não haviam sido removidas pela plataforma.

Esses comentários continham racismo, termos sexuais degradantes e ameaças, chegando a mencionar estupros, violência física e morte. Além de Kamala, o estudo incluiu as contas das democratas Alexandria Ocasio-Cortez, Jasmine Crockett, Nancy Pelosi e Elizabeth Warren, bem como das republicanas Marjorie Taylor Greene, Maria Elvira Salazar, Anna Paulina Luna, Lauren Boebert e Marsha Blackburn.

Os pesquisadores analisaram 421 mil comentários de 877 postagens feitas entre 1º de janeiro e 7 de junho de 2024, utilizando palavras-chave para filtrar insultos e ameaças.

De acordo com o relatório, um em cada 25 comentários analisados continha linguagem potencialmente tóxica. Os conteúdos foram classificados de acordo com a probabilidade de violarem as políticas do Instagram, passando por uma revisão manual realizada pelos pesquisadores.

Juliana Cunha, diretora da Safernet, destacou que anos eleitorais costumam apresentar picos de discurso de ódio online. “Conteúdos desse tipo são gatilhos, pois geram maior engajamento”, ressaltou.

Ela ainda enfatizou a evolução do uso de inteligência artificial e ferramentas aprimoradas para detectar conteúdos prejudiciais, mas ressaltou a importância da moderação humana, que muitas vezes não atende plenamente às demandas.

Em relação a idiomas que não sejam o inglês, a especialista apontou que a escassez de dados e funcionários nativos pode agravar o problema.

Procurada, a Meta afirmou que está em constante evolução ao trabalhar com parceiros em todo o mundo para aprimorar suas políticas de detecção e que irá analisar o relatório do CCDH para adotar medidas apropriadas.

“Fornecemos ferramentas para que qualquer pessoa possa controlar quem pode comentar em suas postagens, filtrar automaticamente comentários, frases ou emojis ofensivos e ocultar automaticamente comentários de pessoas que não os seguem”, afirmou Cindy Southworth, diretora de Segurança das Mulheres na Meta.

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