Galípolo diz ter sido ‘mal-interpretado’ após falas sobre Selic

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O diretor responsável pela Política Monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, expressou que houve um mal-entendido por parte dos agentes do mercado em relação às suas declarações recentes sobre a taxa Selic, mas ele ressaltou que isso não o isenta de críticas pertinentes. Durante um evento com alunos da (FGV) Fundação Getulio Vargas, em São Paulo, Galípolo, que é o favorito para assumir a presidência do Banco Central, afirmou: “Devo admitir que minha comunicação anterior foi inadequada e mal interpretada, mesmo tendo reiterado meu posicionamento várias vezes”. No mesmo dia, suas declarações durante um evento da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) geraram agitação no mercado financeiro, contribuindo para um aumento de 1,97% no valor do dólar.

Em uma declaração considerada menos contundente pelos agentes do mercado, o diretor do Banco Central afirmou que “discorda respeitosamente” das interpretações que sugerem que a instituição ficou em uma posição delicada em relação aos juros após as recentes declarações dos diretores — especialmente as dele próprio. Ele destacou: “Na minha visão, uma situação difícil para o BC não é a necessidade de aumentar os juros. O verdadeiro desafio é lidar com a inflação acima da meta, o que é extremamente desconfortável. A elevação dos juros é uma prática comum para quem atua no BC”, explicou. Nas últimas semanas, o mercado financeiro tem monitorado de perto as declarações de Galípolo e do atual presidente do Banco Central em busca de orientações sobre a política de juros. Na terça-feira (20), por exemplo, um aparente desalinhamento entre os dois provocou um aumento no valor do dólar.

O diretor do BC admitiu aos estudantes que havia uma certa expectativa em relação à consistência de suas afirmações — suas declarações mais enérgicas contra a inflação geraram interpretações de um possível aumento dos juros. Na FGV, Galípolo reiterou que o Banco Central adotará as medidas necessárias para alcançar a meta de inflação. Ele concluiu afirmando: “Espero que tenha ficado claro que, considerando o panorama atual, o aumento dos juros está sendo considerado”.

*Publicado por Marcelo Bamonte

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