Ministério das Mulheres firma parceria para campanha “Feminicídio Zero”

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O Ministério das Mulheres estabeleceu uma parceria com diversos setores da sociedade para apoiar a campanha “Feminicídio Zero – Nenhuma violência contra a mulher deve ser tolerada”. A cerimônia, que ocorreu em Brasília, contou com a presença de várias autoridades.

Estiveram presentes na cerimônia as ministras Cida Gonçalves, do Ministério das Mulheres, Esther Dweck, de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Sonia Guajajara, de Povos Indígenas, Margareth Menezes, da Cultura, junto com o presidente da Caixa, Carlos Vieira, e a representante interina da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino.

Diversas entidades, como os times de futebol Flamengo, Botafogo, Vasco do Rio de Janeiro, e o Corinthians de São Paulo, já firmaram parceria com o Ministério. De acordo com a pasta, mais de cem parcerias já foram estabelecidas, e a expectativa é de que esse número cresça nos próximos meses.

As empresas assinaram uma carta compromisso em que se comprometem a realizar ações integradas dentro e fora do ambiente de trabalho, além de campanhas contínuas de conscientização voltadas para os homens.

Em 2024, a Lei Maria da Penha completa 18 anos, em meio a um aumento nos registros de violência doméstica. O Ministério da Mulher mencionou um dado do Fórum Brasileiro de Segurança Pública que revela que a cada seis horas, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil.

A campanha “Feminicídio Zero” busca incentivar denúncias através do Ligue 180, serviço do Governo Federal para receber denúncias de violência contra a mulher. A ação é lançada durante o Agosto Lilás, um projeto que visa promover a conscientização sobre o tema durante o mês.

Durante seu discurso, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, destacou os desafios enfrentados e mencionou que desde o início do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023, o Ministério investiu cerca de R$ 389 milhões em políticas de combate à violência de gênero no país.

Em homenagem à vítima Juliana Barboza Soares, durante a cerimônia, a senadora Leila Barros (PDT-DF) solicitou um minuto de silêncio. Juliana faleceu na terça-feira (20) no Distrito Federal, após ser atropelada três vezes enquanto voltava para casa após comemorar seu aniversário de 34 anos. Acompanhada da mãe e da filha de 5 anos, as duas também foram atropeladas, mas sobreviveram e foram levadas ao hospital. O ex-namorado de Juliana, Wallison Felipe de Oliveira, foi preso sob suspeita de homicídio.

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