China convoca países para apoiar plano de paz na Ucrânia feito com o Brasil

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A China convocou mais países para endossar o seu plano de paz para a Ucrânia, elaborado em conjunto com o Brasil. Li Hui, enviado especial da China para assuntos da Eurásia, realizou reuniões com representantes brasileiros, bem como com diplomatas da Indonésia e África do Sul. Ele destacou que esses países são considerados “forças importantes na promoção da paz mundial” e compartilham posições similares com a China. Segundo Li, são nações que mantiveram diálogo com a Rússia e Ucrânia e estão comprometidas com uma solução política para a crise através de negociações.

O plano de paz, uma iniciativa conjunta entre China e Brasil divulgada no início do ano, propõe a realização de uma conferência de paz entre Ucrânia e Rússia, com a cessação da expansão territorial no conflito.

Na cúpula para a resolução do conflito realizada na Suíça em junho, a China optou por não comparecer. Inicialmente, o presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, havia afirmado que a China havia pressionado outros países a não participarem do encontro. No entanto, desde então, a Ucrânia reconheceu a importância do envolvimento da China em um processo de paz, dada a relação próxima com a Rússia. O ministro das Relações Exteriores ucraniano inclusive fez uma visita à China em julho. Em agosto, a Ucrânia abriu uma nova frente de guerra ao atacar a região russa de Kursk.

Zelenski explicou que a ação tinha como objetivo criar uma zona de proteção contra possíveis novos ataques. Em relação a essa incursão, Li criticou o apoio ocidental à Ucrânia. Por outro lado, os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) consideram a China como uma facilitadora da Rússia no conflito. O secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, já declarou que a China fornece equipamentos e ferramentas que possibilitam a Rússia construir mísseis, bombas, aeronaves e armamentos para ataques contra a Ucrânia.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Marcelo Bamonte

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