Netanyahu expressa descontentamento com as sanções aplicadas pelos Estados Unidos aos colonos judeus na Cisjordânia, classificando a decisão como ‘muito grave’. Em comunicado divulgado por seu gabinete, o primeiro-ministro de Israel destacou a seriedade da imposição das sanções aos cidadãos israelenses na região ocupada. Netanyahu ressaltou que as discussões com os Estados Unidos sobre o assunto são intensas, sem fornecer detalhes específicos. Paralelamente, os EUA anunciaram novas sanções aos colonos israelenses na Cisjordânia, instando Israel a se opor aos grupos “extremistas” acusados de incentivar a violência contra os palestinos no território. Segundo o porta-voz do Departamento de Estado americano, Matthew Miller, a violência desses colonos gera sofrimento humano, prejudica a segurança de Israel e compromete as perspectivas de paz e estabilidade na região.
É ressaltado o caráter essencial da responsabilização dos indivíduos e entidades envolvidos na violência contra os civis na Cisjordânia. A ação afeta principalmente a organização governamental Hashomer Yosh e seus líderes, acusados de apoiar materialmente a colônia não autorizada de Meitarin, na Cisjordânia, conforme o Departamento de Estado dos EUA. No mesmo dia, o Exército israelense realizou uma operação de grande envergadura no norte da Cisjordânia, resultando na morte de nove combatentes palestinos. Yitzhak Levi Filant, considerado o coordenador de “segurança” da colônia de Yitzhar, também foi sancionado pelos Estados Unidos. Washington já impôs várias sanções aos colonos israelenses e se opôs firmemente a qualquer expansão das colônias na Cisjordânia, postura apoiada por membros da ala direita do governo de Netanyahu.
Estas medidas provocaram um novo cenário de tensão diplomática entre os países envolvidos, gerando repercussões significativas na região do Oriente Médio. As divergências em relação às políticas de assentamentos na Cisjordânia continuam sendo um ponto sensível nas relações entre Israel e os Estados Unidos. A posição adotada por ambas as partes reflete um impasse complexo que afeta não apenas os colonos e palestinos, mas também as perspectivas de paz e estabilidade na região. O desdobramento desses eventos seguirá sendo acompanhado atentamente pela comunidade internacional, dada a relevância geopolítica e humanitária do conflito. Com informações da Agência France-Presse (AFP). Publicado por Sarah Américo.

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