Exército de Israel diz que matou líder terrorista da Jihad Islâmica na Cisjordânia

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O Exército de Israel anunciou recentemente a morte de um líder da Jihad Islâmica Palestina na Cisjordânia, durante uma operação de grande escala no território palestino ocupado. Diversas tropas israelenses realizaram incursões e prisões em massa em várias áreas, em uma ação que visa prevenir ataques terroristas. As operações militares nas regiões de Jenin e Tulkarem continuaram, com relatos de confrontos entre grupos palestinos e as tropas israelenses.

Além disso, Israel conduziu uma “operação menor” em Fara’a, um campo de refugiados próximo a Tubas. O Exército israelense informou que Mohamed Jaber, também conhecido como Abu Shuja’a, foi um dos cinco terroristas mortos em uma mesquita em Tulkarem após confrontos armados. Jaber, comandante do batalhão de Tulkarem da Jihad Islâmica Palestina, era procurado por seu envolvimento em ataques, incluindo um tiroteio fatal contra um civil israelense em Qalqilya, na Cisjordânia, em junho. A morte de Jaber foi confirmada pela Jihad Islâmica Palestina em um comunicado publicado no Telegram.

De acordo com a agência de notícias oficial da Autoridade Palestina (AP), Wafa, 17 pessoas foram mortas nos dois dias de operações militares na Cisjordânia. Riyad Awad, líder do conselho municipal de Tulkarem, denunciou a invasão israelense, descrevendo a destruição de ruas e tubulações de água na cidade. As forças israelenses frequentemente utilizam escavadeiras na Cisjordânia para enfrentar supostas ameaças de explosivos improvisados nas ruas.

A invasão na região foi criticada pela ONU, Jordânia, líderes britânicos e franceses, que apelaram por um cessar-fogo em Gaza após meses de conflitos entre Israel e Hamas. Por outro lado, Israel interromperá algumas operações militares em Gaza para permitir a administração de vacinas contra a poliomielite a cerca de 650 mil crianças. A descoberta de um caso da doença depois de 25 anos gerou preocupação e trouxe à tona a importância da imunização, especialmente em tempos de conflito.

O caso de Abdel-Rahman Abu El-Jedian, de 10 meses, parcialmente paralisado pela poliomielite, ressalta a necessidade urgente de fornecer assistência médica adequada às crianças afetadas pelos recentes distúrbios na região. A Organização Mundial da Saúde afirmou que a erradicação da pólio em grande parte do mundo foi resultado de esforços coletivos ao longo de décadas para combater a doença.

Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais. Publicado por Fernando Keller.

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