Os Estados Unidos expandem seus esforços para alcançar um cessar-fogo em Gaza, mas as negociações continuam encalhadas. Em uma tentativa final de acalmar a região e garantir a libertação de reféns israelenses, altos funcionários americanos estão sendo enviados para o Oriente Médio. As conversas entre Israel e Hamas estão estagnadas há meses devido a acusações mútuas. Na semana passada, os EUA, Egito e Catar instaram as partes a retomarem as negociações, prometendo apresentar uma proposta própria para resolver as diferenças pendentes, em meio às tensões de um possível ataque iraniano e uma escalada futura.
Jake Sullivan, conselheiro de segurança nacional do presidente Biden, solicitou na segunda-feira (12) que Brett McGurk, coordenador do Oriente Médio, vá ao Egito, e que Amos Hochstein, enviado especial dos EUA, se dirija ao Líbano para auxiliar na eliminação dos obstáculos para um acordo. Enquanto os EUA afirmaram que Israel aceitou o convite para se reunir, o Hamas ainda não confirmou sua participação.
Em uma comunicação aos mediadores árabes na noite de segunda-feira, o líder do Hamas, Yahya Sinwar, declarou que se Israel levar as negociações a sério, deve primeiro interromper suas operações militares em Gaza antes de qualquer diálogo. No entanto, é improvável que Israel aceite tal pedido, pois já manifestou sua determinação em cumprir seus objetivos de derrotar o Hamas e garantir o retorno dos reféns.
“Queremos que todos estejam presentes, prontos para colaborar e começar a trabalhar”, afirmou John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional na segunda-feira. Ele acrescentou: “Ao mesmo tempo, estamos observando de perto as ações que o Irã e seus representantes podem tomar esta semana”.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Fernando Keller
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