Lula discursa na Bienal e não se manifesta sobre caso Silvio Almeida

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São Paulo – Horas após virem à tona denúncias de supostos assédios sexuais cometidos pelo ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não se manifestou sobre o caso revelado pelo Metrópoles ao participar da cerimônia de abertura da 27ª Bienal Internacional do Livro na capital paulista, na noite desta quinta-feira (5/9).

O evento ocorreu no Distrito Anhembi, na zona norte da cidade, e estava programado para iniciar às 19h30. Lula desembarcou em São Paulo, vindo de Brasília, às 19h54 e só subiu ao palco por volta de 21h20, duas horas após o horário divulgado. O presidente chegou a se desculpar pelo atraso no início de seu discurso e deixou o local sem falar com a imprensa.

“Eu, na verdade, não deveria falar, eu deveria pedir desculpas a vocês porque às 22h10 era hora de estar terminando este evento, e eu ainda vou começar a falar”, afirmou.

Durante o Hino Nacional, Lula manteve uma postura séria, com a mão segurando o queixo e o cotovelo apoiado sob o joelho. Sentado entre a primeira-dama Janja e a ministra Margareth Menezes (Cultura), trocou algumas palavras com as duas antes de iniciar o seu discurso.

Além de Janja e Margareth, acompanharam Lula no palco os ministros Camilo Santana (Educação) e Jader Filho (Cidades), e o secretário municipal de Educação, Fernando Padula. Nenhum representante do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) compareceu.

Lula assinou o decreto que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), criada pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), quando ainda era senadora, e que prevê parcerias entre os ministérios da Cultura e Educação para promover a leitura no país. Bezerra também estava presente no evento.

Além disso, nesta noite também foi autorizado o uso de R$ 50 milhões para a compra de acervos literários do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD).

Em seu discurso, Lula falou sobre a importância do livro, lembrou dos vários exemplares que leu durante seu período na prisão em Curitiba (PR), e discorreu sobre programas de sua gestão para incentivar a leitura.

“Cada uma das 6 mil bibliotecas públicas e comunitárias do Brasil vai receber um acervo inicial de 800 exemplares de obras literárias e a partir de agora os novos conjuntos habitacionais do Minha Casa Minha Vida ganharão bibliotecas com 500 livros à disposição das famílias”, afirmou o presidente.

O evento também contou com a participação do ministro da Cultura colombiano Juan David Correa. A edição da Bienal neste ano homenageia a Colômbia.

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