São Paulo — A estratégia adotada por Pablo Marçal (PRTB) para convencer a Justiça Eleitoral de que não realizou pagamentos por cortes de vídeos de seguidores durante a campanha eleitoral envolve rifar um dos seus próprios aliados. Em uma petição protocolada perante a Justiça, o candidato afirmou que não mantém nenhuma relação com os cortes, os quais, segundo ele, foram feitos por terceiros, e que não participou de um concurso de cortes organizado por um de seus colaboradores.
Candidato à Prefeitura de São Paulo, Marçal está enfrentando um pedido de impugnação de sua candidatura e uma investigação por abuso de poder econômico propostos pelo Ministério Público Eleitoral em São Paulo. Isso se deve ao suposto pagamento de seguidores para promover sua candidatura na internet durante o período pré-eleitoral, sem a devida declaração de despesas à Justiça Eleitoral.
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No debate da Band, Pablo Marçal do PRTB, Ricardo Nunes do MDB e Guilherme Boulos do PSol estiveram frente a frente discutindo questões importantes para a cidade de São Paulo. Durante o evento, Marçal fez insinuações sobre possíveis relações de Boulos com o tráfico de drogas, gerando polêmica entre os candidatos.
Além do debate, Pablo Marçal também tem sido visto ao lado de figuras conhecidas da política brasileira, como o ex-presidente Jair Bolsonaro. Essas interações públicas têm ajudado a moldar a percepção do eleitorado sobre suas alianças e posicionamentos políticos.
Após o debate, Marçal participou de uma coletiva de imprensa para comentar suas impressões sobre o evento e suas propostas para a cidade de São Paulo. Esses momentos pós-debate são essenciais para os candidatos esclarecerem suas ideias e ganharem visibilidade na mídia.
Outra aparição relevante de Pablo Marçal foi em um discurso realizado no palanque de Tarcísio de Freitas em 2022. Essas parcerias políticas e participações em eventos públicos demonstram a atuação e o engajamento do candidato nas questões políticas atuais.
Além disso, registros de encontros com outras figuras importantes, como João Doria, também fazem parte da trajetória de Pablo Marçal nesta campanha eleitoral. Essas conexões políticas podem influenciar diretamente a percepção do eleitorado sobre o candidato e suas propostas para a cidade de São Paulo.
A presença de Pablo Marçal ao lado de nomes influentes da política nacional e sua participação em debates e eventos públicos são estratégias importantes para fortalecer sua imagem e suas propostas junto ao eleitorado. A maneira como os candidatos se posicionam e interagem publicamente pode impactar diretamente a decisão dos eleitores nas urnas.Na apuração, o Ministério Público Eleitoral solicitou que Marçal apresentasse documentos comprobatórios de pagamentos a seguidores, bem como a quebra do sigilo fiscal e bancário de suas empresas. Jefferson Zantut, que se declara funcionário da PLX, uma das empresas de Marçal, também está sob esses pedidos do MP.
Em sua argumentação em sua defesa, o candidato não forneceu nenhum comprovante, alegando que não realizou esses pagamentos e que esses cortes foram efetuados por terceiros sem a sua autorização.
A defesa é assinada por dois renomados escritórios de advocacia. Um deles é o Pomini Advogados, fundado por Anderson Pomini, presidente do Porto de Santos, que trabalhou para ex-governadores como João Doria e Márcio França (PSB). O outro é de Paulo Hamilton Siqueira Jr, que foi juiz eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo por cinco anos.
Ambos os escritórios afirmam que “nãoPode-se considerar que o requerido esteja sujeito a processo e possível condenação devido ao uso indevido de seu nome por terceiros. Isso porque não houve, nem há, pagamento por parte do requerido ou suas empresas para a realização de cortes na internet com motivação eleitoral. Os advogados de Marçal afirmam que Jefferson Zantut organizou um campeonato de cortes “sem qualquer participação ou premiação por parte de Marçal”. Eles argumentam que não há evidências nos autos de que o requerido tenha praticado qualquer ação que o enquadre em irregularidades ou abuso de poder econômico.
“Conforme já mencionado e comprovado, não houve, nem há, pagamento por parte do requerido ou suas empresas para realizar cortes na internet com viés eleitoral. Portanto, a inexistência de abuso de poder econômico é claramente evidente!”, dizem os representantes legais. Apesar do pedido de quebra de sigilo do Ministério Público, que foi contestado pela defesa de Marçal, Jefferson Zantut se apresenta como funcionário da PLX Digital, empresa pertencente a Marçal e seu parceiro Marcos Paulo de Oliveira.
Marcos Paulo, sócio de Marçal em diversas outras empresas, como a de aviação e a fazenda em Itu, interior de São Paulo, doou R$ 900 mil ao ex-coach durante as eleições de 2022. Naquele ano, Marçal tentou se candidatar à presidência, mas acabou sendo eleito como deputado federal, embora sua candidatura tenha sido impugnada pela Justiça Eleitoral.
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