Em Brasília, DF (FOLHAPRESS), parlamentares da oposição protocolaram, nesta segunda-feira (9), um novo pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. O documento foi entregue pessoalmente ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
O grupo afirma que o documento reúne cerca de 1,5 milhão de assinaturas coletadas nos últimos dias, incluindo aquelas na manifestação bolsonarista do 7 de Setembro na Avenida Paulista. No entanto, o número total e a íntegra da petição não foram divulgados até a publicação deste texto.
Após a reunião com Pacheco, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) destacou que o foco desse novo pedido está na suspeição de Moraes. Segundo ele, “O que ocorreu no 7 de Setembro não foi um ato de apoio a nenhum político. A presença maciça de pessoas nas ruas da Paulista é mais um sinal claro de que nossa democracia continua debilitada,” afirmou Flávio. Entre outras questões, os apoiadores de Bolsonaro argumentam que o ministro não deveria liderar o processo sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023 por ser uma das supostas vítimas dos golpistas, após terem descoberto planos para assassiná-lo.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) ressaltou que essa é “mais uma etapa da campanha nacional pelo impeachment de Alexandre de Moraes” e, em conjunto com outros parlamentares, destacou a necessidade de mobilização popular contra o ministro.
Seguindo a mesma linha de pensamento, a presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados, Caroline de Toni (PL-SC), confirmou a votação nesta terça-feira (9) do projeto de lei que trata da anistia aos condenados pelos atos golpistas.
Mesmo após se reunir com o grupo nesta segunda-feira, Pacheco mantém sua postura contrária ao impeachment de ministros, segundo fontes próximas. A decisão do senador de receber o documento pessoalmente, explicam, foi por respeito aos parlamentares.

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