HÁ VINTE ANOS – À brasileira, só peru, ensinou Sobral Pinto

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Do ministro da Justiça sobre a abertura dos arquivos da ditadura:

– Isso tem de ser feito dentro de um processo. Tem de ser feito de modo a que não cause traumas, não cause sustos.

O que quer dizer não causar traumas, não provocar sustos?

Eu me lembrei do advogado Sobral Pinto, defensor de presos políticos durante a ditadura de Getúlio Vargas e a ditadura de 64. Uma vez, eu o entrevistei para a revista MANCHETE.

Ele ficava furioso quando ouvia os militares falarem em “democracia à brasileira”. À brasileira, só existe peru, dizia o velho Sobral. Ou se tem democracia ou não se tem. Ou se abre os arquivos ou não.

Abrir um pouquinho, abrir pela metade, abrir sem provocar traumas e sustos, isso não existe. É conversa fiada para enganar os trouxas.

 

(Publicado aqui em 18 de novembro de 2004)

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