Quem são os magistrados suspeitos de vender sentenças e vazar operação

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A Polícia Federal deflagrou a Operação Sisamnes para investigar corrupção, organização criminosa e violação de sigilo envolvendo membros do Judiciário e outros agentes públicos. O foco está em dois desembargadores do TJMT, Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, suspeitos de venda de sentenças e vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais.

A investigação mostra que havia solicitação de valores em troca de decisões favoráveis aos clientes dos envolvidos, junto com o vazamento de informações sigilosas sobre investigações policiais. A operação Sisamnes visa também o afastamento de funções públicas de servidores envolvidos e a indisponibilidade de bens dos investigados.

O nome da operação faz referência ao juiz Sisamnes, uma figura histórica que teria aceitado subornos para emitir uma sentença injusta durante o reinado de Cambises II da Pérsia. Da mesma forma, os desembargadores investigados são suspeitos de se beneficiar financeiramente ao agir de forma antiética.

O desembargador João Ferreira Filho também é alvo de uma denúncia enviada ao STJ, relacionada a um esquema de fraudes avaliado em R$300 milhões de reais. A acusação envolve omissão do magistrado em decisões fraudulentas que resultaram em graves prejuízos fiscais.

A Corregedoria Nacional de Justiça determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos desembargadores Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, além de outros envolvidos. Processos disciplinares foram iniciados contra eles, indicando que os desembargadores mantinham uma relação próxima com o advogado Roberto Zampieri, falecido, que agia como lobista no TJMT, e teriam recebido presentes valiosos em troca de decisões favoráveis.


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