A política de jogar homens da ponte e de atirar na cabecinha

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A política de segurança pública adotada por alguns governantes tem levado a um aumento alarmante de mortes causadas por policiais em São Paulo. Guilherme Derrite, ex-capitão da Rota, foi nomeado Secretário de Segurança Pública e desde então as mortes por intervenção policial cresceram 90%, totalizando 595 mortes em um ano.

Derrite foi afastado da corporação após afirmar que matou muitos criminosos, porém nunca foi punido por suas ações. O governador Tarcísio de Freitas o escolheu para o cargo não por ser bolsonarista, mas por compartilhar da crença de que uma abordagem mais agressiva por parte da polícia é a melhor maneira de combater o crime.

Essa postura tem gerado uma sensação de impunidade entre os policiais, resultando em casos extremos de violência. Recentemente, um homem foi jogado de uma ponte por um policial e, apesar de ter sobrevivido à queda, teve que fugir de São Paulo com medo de represálias.

O governador Tarcísio, seguindo o protocolo, lamentou o incidente e prometeu uma investigação rigorosa, mas defendeu Derrite e a ação da Polícia Militar. Esse tipo de postura não é exclusividade de São Paulo, no Rio de Janeiro o ex-governador Wilson Witzel chegou a incentivar os policiais a “atirar na cabecinha” de bandidos.

Essa abordagem radical na segurança pública, que prioriza ações letais, tem levado a um aumento preocupante no número de suicídios entre policiais militares. No primeiro ano de gestão de Tarcísio, São Paulo registrou 43 casos de suicídio, um aumento de 30% em relação ao ano anterior e quase o dobro em comparação a 2015.

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