O mercado financeiro parece não estar satisfeito com as propostas do governo de cortar gastos e aumentar impostos para pessoas com renda mais alta. Uma pesquisa mostrou que a maioria dos entrevistados acredita que a situação econômica irá piorar e não confia no governo. Além disso, muitos são contra a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até cinco salários mínimos.
Os entrevistados também estão preocupados com a popularidade do presidente Lula e o equilíbrio das contas públicas. A avaliação do Congresso também não é positiva, pois o mercado acredita que a isenção de impostos para os mais ricos não será aprovada, ao contrário do aumento para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês.
O mercado financeiro, composto por gestores, economistas, analistas e operadores de fundos de investimento, demonstra resistência a medidas que possam diminuir a desigualdade social no país, mesmo que sejam pequenos sacrifícios para os mais ricos. Essa resistência não é algo novo, pois historicamente os mais abastados se opuseram a mudanças que beneficiariam os trabalhadores, como a abolição da escravidão e a criação do 13º salário.
O governo atual propõe taxar quem tem uma renda mais alta e paga menos impostos do que deveria, o que tem gerado polêmica e resistência por parte dos mais privilegiados. A luta de classes, mesmo que não seja mais tão comentada, ainda é evidente diante da resistência dos mais ricos em abrir mão de seus privilégios em prol de uma sociedade mais justa para todos.

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