Um dos segmentos mais presentes na saúde baiana é o setor filantrópico da Bahia, que ampliou sua cobertura de atendimentos e serviços, de acordo com dados obtidos pela reportagem do Bahia Notícias com a Federação das Santas Casas, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado Bahia (FESFBA). Esses hospitais correspondem a 48,55% da cobertura de Alta Complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.
A Federação aponta que esses hospitais também são responsáveis por cerca de 28,61% dos Internamentos no SUS, representando 29,7% dos serviços de saúde no estado, além de efetuarem aproximadamente 11,94% dos procedimentos ambulatoriais.
A Bahia conta atualmente com 89 hospitais filantrópicos à disposição da população local. No entanto, mais de 10 unidades de saúde desse tipo encerraram suas atividades devido à crise financeira e problemas de subfinanciamento, como o Hospital Espanhol, Sagrada Família, Hospital Evangélico, Santa Casa de Oliveira dos Campinhos e APMI de Castro Alves, entre outros.
A presidente da FESFBA, Dora Nunes, destacou que o fechamento desses hospitais ocorreu devido às dificuldades enfrentadas por essas entidades, incluindo insuficiência de repasses financeiros.
No Brasil, as internações de alta complexidade feitas pelo setor filantrópico representaram cerca de 61,33% no ano anterior, segundo a CMB. No país, 1.814 hospitais filantrópicos disponibilizam 184.328 leitos, sendo a maioria destinada ao SUS, abrangendo 800 municípios e empregando mais de 1 milhão de pessoas.
As entidades filantrópicas realizam a maioria dos atendimentos de oncologia, cirurgias de cardiologia e cirurgias eletivas de alta complexidade. Além disso, foram responsáveis por quase 70% dos procedimentos de transplantes de órgãos, 68% dos transplantes de medula óssea e 62% dos transplantes de tecidos e células no último ano.

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