
A prisão preventiva de Walter Braga Netto, sob suspeita de obstrução de justiça, não deve alterar significativamente a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos estão envolvidos em um inquérito da Polícia Federal que apura uma tentativa de golpe em 2022 para impedir a posse do presidente Lula.
A PF considera que Bolsonaro planejou e executou atos diretamente ligados ao golpe, que envolvia um plano para assassinar Lula, o vice-presidente e um ministro do STF. Braga Netto foi preso preventivamente por, segundo a PF, agir para impedir a identificação dos fatos investigados.
A prisão preventiva é uma medida restritiva usada quando outras opções não são suficientes. A PF realizou uma operação para cumprir mandados judiciais envolvendo pessoas que estavam obstruindo o andamento das investigações, incluindo Braga Netto.
De acordo com relatos, o general tentou obter informações de um colaborador da investigação, visando controlar e alterar os fatos apurados. A defesa de Braga Netto nega as acusações de tentativa de interferência na investigação.
Para os especialistas, os indícios apontam para obstrução de justiça, um crime que pode acarretar pena de até 8 anos de prisão. No caso de Bolsonaro, uma prisão preventiva só seria possível se houvessem elementos que justificassem a medida de acordo com a lei.
O artigo 312 do Código Penal prevê a prisão preventiva em casos de obstrução da justiça, risco de fuga ou ameaça à ordem pública. A situação continua gerando repercussão no cenário político brasileiro.

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