Dólar bate em R$ 6,30, mas cai para R$ 6,12 após aprovação de pacote fiscal e leilões de US$ 8 bilhões pelo BC

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O dólar atingiu a marca de R$ 6,30, mas após a aprovação de um pacote fiscal e leilões de US$ 8 bilhões realizados pelo Banco Central, a moeda caiu para R$ 6,12. A autoridade monetária realizou a maior intervenção desde 1999, quando o Brasil adotou o regime de câmbio flutuante. A PEC foi vista de forma positiva, porém considerada insuficiente.

O dólar encerrou o dia cotado a R$ 6,12, com uma queda de 2,28% em relação ao recorde de R$ 6,30 registrado mais cedo. Essa queda foi impulsionada pelos leilões do Banco Central, que venderam US$ 8 bilhões em um dia. Essa foi a maior intervenção do tipo desde 1999. Os leilões buscavam aumentar a oferta de dólares e conter a desvalorização do real. O primeiro leilão de US$ 3 bilhões não foi suficiente para reduzir a cotação, mas o segundo, de US$ 5 bilhões, conseguiu levar o dólar abaixo de R$ 6,20 ao meio-dia.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, justificou a intervenção devido a “operações atípicas” e saída extraordinária de recursos do país, como o pagamento de dividendos acima da média. Gabriel Galípolo, futuro presidente da instituição, descartou um ataque especulativo coordenado contra o real, argumentando que o mercado opera de forma descentralizada.

O mercado financeiro acompanhou a aprovação em primeiro turno da PEC que faz parte do pacote fiscal do governo. Porém, o texto sofreu desidratações, como a exclusão de medidas mais rigorosas para acabar com os supersalários no setor público.

Especialistas acreditam que, apesar de ser um passo importante, o pacote não resolverá por completo o desequilíbrio fiscal do país. A influência do cenário internacional também foi sentida, com o Federal Reserve dos EUA anunciando uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, agora entre 4,25% e 4,50%. Essa decisão, juntamente com projeções mais cautelosas sobre a inflação em 2024, fortaleceu o dólar globalmente. Investidores aguardam os próximos passos do governo para reverter a desconfiança e estabilizar a economia, de olho nas intervenções do BC e nos desdobramentos do pacote fiscal no Congresso.

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