Políticos e líderes alemães participaram de uma cerimônia em memória das vítimas do atentado em um mercado de Natal em Magdeburg, no leste da Alemanha, que matou cinco pessoas e feriu mais de 200. O chanceler federal Olaf Scholz, o presidente da Alemanha Frank-Walter Steinmeier e o governador do estado da Saxônia-Anhalt, Reiner Haseloff, estavam entre os presentes.
Familiares, equipes de resgate e uma multidão acompanharam a celebração dentro da igreja, e também na parte externa, por meio de transmissão ao vivo, sob frio e chuva. A cerimônia foi transmitida por emissoras de TV por toda a Alemanha.
A prefeita de Magdeburg, Simone Borris, pediu à população que siga unida, apesar do choque. “Desejo a todos nós, como comunidade municipal, que não nos deixemos abalar. Que apoiemos as vítimas e as famílias das vítimas em seu luto, e que a comunidade, por favor, fique unida.”
O bispo Gerhard Feige discursou sobre a tragédia, pedindo que o ódio e a violência não prevaleçam. Após a cerimônia, Scholz expressou solidariedade a Magdeburg nas redes sociais.
Do lado de fora da catedral, manifestantes da extrema direita protestaram. O suspeito do crime é um médico saudita asilado na Alemanha, detido após o atentado. Organizações relataram um aumento de ataques a estrangeiros na cidade.
Scholz e ministros condenaram a violência e prestaram homenagens no local do ataque. A presença das autoridades gerou críticas de algumas pessoas que acompanhavam o ato.
O ataque em Magdeburg ocorre em meio a uma nova disputa eleitoral na Alemanha, com a perspectiva de avanço da ultradireita no Parlamento. A AfD, partido de ultradireita, tem ganhado adeptos, mas enfrenta dificuldades em coalizões governamentais.
A imigração tem sido tema central na política alemã nos últimos anos, com o crescimento da AfD. Desde 2015, quando Angela Merkel adotou uma política de boas-vindas a imigrantes, o debate sobre imigração tem se intensificado.

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