O empresário Carlos André foi preso no condomínio de luxo Alphaville 1. Ele era responsável por uma planilha de R$ 170 milhões operada por uma organização criminosa. A planilha incluía entidades, pessoas vinculadas e possíveis contratos em diversos estados do Brasil.
Nas investigações, descobriu-se que o empresário, identificado pela sigla “CA”, recebeu propina de mais de R$ 1,7 milhão através da empresa fantasma BRA Teles. Em agosto do ano passado, ele recebeu um depósito da mesma empresa no valor de R$ 150 mil.
Também foi revelado que Carlos André exercia influência sobre Antônio César Lima Costa, funcionário da Secretaria de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer do Município de Salvador. Em uma conversa, ele reagiu com indignação ao ser informado de que um contrato favorável ao grupo criminoso seria encerrado, prometendo repreensão ao servidor.
A Justiça Federal afirmou que Carlos André desempenhava um papel importante na organização criminosa, sendo destinatário de quantias significativas e responsável por contratos em vários estados, inclusive com influência em órgãos públicos.
Além de empresário, Carlos André já foi prefeito de Santa Cruz da Vitória, na Bahia.

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