Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Matos, afirmou que a polêmica envolvendo Claudia Leitte na história do Axé Music é apenas a ponta do iceberg. Em uma entrevista ao Bahia Notícias, Guerreiro destacou a importância de discutir as origens e fundamentos desse movimento musical que se tornou símbolo da Bahia.
Para Guerreiro, é crucial transformar o Axé em história e analisar o impacto desse gênero musical na cidade e na cultura local. Ele enfatizou que a relação entre o Axé e a população negra é essencial, e que tentativas de apagamento das raízes negras da cultura baiana são preocupantes.
O gestor cultural criticou a padronização e a falta de símbolos nas expressões artísticas, afirmando que a negritude é uma parte fundamental da identidade de Salvador. Guerreiro ressaltou que a presença negra é indispensável na música, teatro e artes plásticas da cidade.
Ele também destacou a importância das religiões de matriz africana como berço de manifestações culturais como o samba junino. Guerreiro finalizou a entrevista enfatizando a necessidade de discutir esse tema e valorizar as raízes africanas presentes na cultura baiana.

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