No mundo das celebridades, a moda vai além dos tapetes vermelhos, se tornando uma expressão do personagem que interpretam através do method dressing. Inspirado na técnica de atuação que prega total imersão no personagem, o method dressing une atuação e moda para criar uma conexão visual e emocional entre a estrela, o filme e o público. Zendaya é reconhecida por dominar essa técnica, integrando suas escolhas de moda às histórias dos filmes que interpreta. Em estreias como Duna e Challengers, seus visuais refletiram os universos dos filmes, tornando cada aparição pública uma extensão dos personagens. A habilidade de Zendaya em aliar moda e narrativa visual faz do method dressing uma ferramenta criativa e envolvente para promover os filmes mantendo o foco nas histórias.
Blake Lively também é conhecida por transformar moda em narrativa teatral, roubando os holofotes em eventos como o Met Gala. No entanto, ao incorporar o method dressing na divulgação de “É Assim Que Acaba”, filme sobre violência doméstica, a abordagem de Blake gerou polêmica. A escolha de visuais que remetiam à personagem Lily Bloom foi considerada excessiva por muitos, levantando debates sobre os limites éticos dessa prática em narrativas sensíveis como a abordada no filme. A controvérsia ainda revelou detalhes sobre o processo de Lively contra seu colega de elenco por assédio sexual e campanhas de ódio.
Fernanda Torres
Em contraste, Fernanda Torres optou por uma abordagem mais discreta ao incorporar o method dressing na divulgação de “Ainda Estou Aqui”, filme sobre a ditadura militar no Brasil. Escolhendo roupas elegantes, mas discretas, a atriz evitou atrair os holofotes para si, reforçando a importância de se alinhar com a narrativa do projeto. A postura de Fernanda é um lembrete de que, em obras que demandam sensibilidade, menos pode ser mais. No fim, o method dressing não se trata apenas de roupas, mas de como a moda pode contar histórias respeitando os contextos envolvidos.

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