Ex-PM, investigador preso atuou em batalhão de seguranças de Gritzbach
Antes de se tornar investigador da Polícia Civil, Eduardo Monteiro trabalhou no 18º Batalhão da Polícia Militar, onde depois foi exonerado para assumir o cargo na instituição. Ele chegou a chefiar o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O ex-PM foi apontado em investigação da Polícia Federal como um dos responsáveis por obter propinas de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) em troca de proteção.
Na atuação no DHPP, Monteiro foi identificado pela PF como parte de um esquema de extorsão a criminosos, juntamente com o delegado Fábio Baena.
O corretor de imóveis Vinícius Gritzbach, em delação ao Ministério Público de São Paulo, detalhou como Monteiro e Baena exigiam milhões de criminosos para encobrir investigações.
Gritzbach foi assassinado dias depois de sua delação, quando desembarcava em Guarulhos. Seus seguranças eram policiais do 18º BPM.
Eduardo Monteiro era sócio de empresas de imóveis e carros esportivos importados. Seu sócio é filho de um ex-delegado do Dops, acusado de torturas durante a ditadura.
Atualmente, Monteiro é investigador de classe especial, com salário de R$ 11,9 mil e foi citado por Gritzbach como envolvido em arbitrariedades durante investigações de homicídios ligados ao PCC.
Na operação resultante das delações, foram presos além de Monteiro e Baena, outros policiais envolvidos no caso.
Os agentes presos responderão por crimes como organização criminosa, corrupção e ocultação de bens, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.

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