
No documento final do inquérito sobre o golpe, a Polícia Federal revelou que o general Braga Netto teria organizado reuniões em seu apartamento funcional, em Brasília, para planejar a morte do presidente Lula em 2022.
O apartamento em questão é propriedade do Ministério da Defesa e está localizado no bloco B da Superquadra 112 da Asa Sul, no Plano Piloto. Braga Netto perdeu o direito de usar o apartamento desde 30 de janeiro de 2023.
Atualmente, o imóvel está ocupado por outro militar: o general de brigada Maurício de Souza Bezerra, que é o atual subchefe de Logística Estratégica do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
De acordo com informações do Portal da Transparência do governo federal, o general recebeu autorização para usar o imóvel no final de maio de 2023, quatro meses após Braga Netto deixar o local.
Um dos acusados no inquérito do golpe, Braga Netto foi preso preventivamente pela Polícia Federal em 14 de dezembro, por suposta obstrução de Justiça na investigação.
A defesa do general nega qualquer interferência nas investigações e afirma que ele “nunca realizou reuniões em sua residência para tratar de assuntos ilícitos”.

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