Israel realizou bombardeios no aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen, e em outros lugares controlados pelos rebeldes huthis nesta quinta-feira. Os ataques resultaram em ao menos seis mortes, após recentes disparos de mísseis pelos rebeldes contra Israel. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou estar determinado a combater o “braço do terrorismo do eixo do mal iraniano”.
O aeroporto da capital foi alvo de vários ataques, assim como a base aérea adjacente de Al Dailami, e uma usina de energia em Hodeida. Os rebeldes huthis denunciaram os ataques como uma “agressão israelense contra todo o povo iemenita”. Estes eventos ocorreram após os rebeldes lançarem mísseis e drones contra Israel, levando a novos confrontos entre as partes.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que seu diretor estava no aeroporto de Sanaa durante os bombardeios, informando vítimas e danos no local. Apesar disso, o diretor da OMS afirmou estar são e salvo. O Irã condenou os ataques israelenses como um “crime” e uma violação da paz e segurança internacionais.
Os huthis controlam extensas áreas no Iêmen, incluindo partes populosas, desde que assumiram o controle da capital em 2014. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita lançou uma campanha militar para expulsá-los em 2015, resultando em uma crise humanitária devastadora no país.

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