Coronel envolvido com jogos de azar mantém aposentadoria de R$ 36 mil

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A Polícia Militar de São Paulo decidiu manter os benefícios e a patente do coronel reformado Luiz Flaviano Furtado, acusado de envolvimento com uma quadrilha que operava cassinos clandestinos na capital. O oficial, que atuou como chefe de gabinete da Secretaria de Justiça entre 2015 e 2016, no governo de Geraldo Alckmin, foi preso duas vezes em 2018, em uma operação de repressão a jogos de azar conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Corregedoria da PM.

Em decisão assinada pelo comandante da PM, coronel Cássio de Freitas, foi determinada uma “sanção não exclusória” contra Furtado, o que significa o reconhecimento da transgressão disciplinar, mas sem aplicação da pena de expulsão. Nesses casos, o resultado é considerado uma vitória da defesa.

Assim, o coronel vai continuar recebendo benefícios no valor de R$ 36,1 mil mensais como aposentado das fileiras da corporação. A medida segue o posicionamento do Conselho de Justificação do Tribunal de Justiça Militar (TJMSP), que julgou “parcialmente procedente” a representação contra o oficial.

Furtado foi detido pela primeira vez no dia 15 de janeiro de 2018, durante cumprimento de mandados de busca e apreensão da operação Cabaré, após ser flagrado com uma arma irregular. Na casa do militar, as equipes da Corregedoria também encontraram R$ 30 mil em dinheiro. Ele foi liberado na audiência de custódia.

No dia 20 do mesmo mês, depois de ser denunciado pelo envolvimento com a quadrilha, o coronel recebeu nova ordem de prisão e foi conduzido ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Outros três PMs foram presos na ação.

A operação mobilizou 20 promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) do MPSP e 208 policiais militares no cumprimento de 35 mandados de busca e apreensão e nove de prisão expedidos pela Justiça Comum e pela Justiça Militar. Na ação, foram destruídas 1.054 máquinas caça-níqueis e outras 15 foram apreendidas. Cada máquina tinha valor médio de R$ 25 mil, totalizando um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões para a quadrilha.


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